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Itororó

ITORORÓ EM PESO OUVE O “CANTO DO CISNE” DE MARCO BRITO NA FIGURA DE MARCELO ANDRADE

A HOSPITAL

Milton Marinho

 

Politicamente, a coisa anda tão feia para o prefeito Marco Brito, que, às vezes e as vozes da própria savana, não estão a falar o mesmo idioma. Parece que o grande parque construído para abrigo exclusivo dos leões, nesse mandato, não tem dado conta de conter, com a chegada dos jacarés, o ajustamento e a adaptação para uma boa convivência entre todos, especialmente para socorrê-lo nas horas mais difíceis.

A expressão o Canto do Cisne que é o título dessa nota, é uma metáfora que me refiro ao Governo do Bem III, na figura de seu secretário de saúde, Marcelo Andrade que,  faz uma última tentativa de fazer algo grandioso por parte de seu governo antes do suspiro final. A expressão Canto do Cisne é utilizada para exprimir as grandes obras finais dos artistas, ou também alguma tentativa final de manter a grandiosidade em alguma carreira, ou em qualquer outra esfera social.

A expressão tem origem na crença de que um cisne branco vivia toda sua vida a gorjear sem muita beleza ou mesmo sem emitir sons, realizando essa ação apenas antes de morrer. Nesse momento derradeiro, um belo canto ecoava do cisne antes de sua morte.

A reforma do hospital de Itororó pode muito, apropriadamente traduzir esse sentimento.

Marcelo Andrade, o multi-secretário, abandonado politicamente, tanto pelo rei da selva Marco Brito, quanto pelos seus irmãos que gozam do mesmo quinhão recebido para administrar a savana; acuado pela oposição feroz do ex-prefeito Adroaldo, que  diariamente, orquestra sua caça aos leões, e a outros bichos que cruzarem o seu caminho; Marcelo, não vê outra alternativa, a não ser se defender como pode o parque que sempre lhe apeteceu, enquanto isso, constrói talvez, a sua última peça: a reforma do hospital.

Atrás de Marcelo existe um abismo construído por Marco, quando este, não se interessa para pegar na alça do caixão da política e da administração, aprofundando ele, cada vez mais a cova que ele gostaria de ver dividida entre os demais bichos aliados nesse latifúndio. Para se salvar, Marco está propondo o suicídio em massa, toca ele, sozinho,  a flauta rumo ao caos. Marcelo acena para um caminho, mas Marco é teimoso e caminha por outro.

Do alto do seu podium de prefeito, para ajudar o município, Marco não move uma palha para “trançar no murro” com a oposição que deseja cada vez mais atirar seu secretário e o próprio governo nesse abismo. Todos parecem ter jogado a toalha; isto é, terem desistido da vida boa que levam iluminados pelo erário. O que estará acontecendo na savana? Nós, pobres mortais, nunca a vimos tão minada assim.

Com a savana apática, sem o habitual sangue nos olhos, até o mais ínfimos dos animais adentram o grande parque, (governo) com disposição para tirar-lhe uma casquinha. Os membros do próprio grupo estão desanimados; perderam o entusiasmo inicial, alguns concordam que o governo vai mal; outros até detonam.

São dois os culpados para tanta apatia: Marco Brito que se ausenta daquele que lhe dá a feira, o povo; (feira gorda de 14 mil reais), e as quedas nas receitas que são atribuídas a Dilma. Daí, a prefeitura precisa demitir para que a máquina continue de pé e não dê um “colápio”, como dizia o saudoso Vardo locutor. Pelo jeito, na hora da onça beber água, não vai ter injeção de ânimo que faça um leão se abaixar para pegar a toalha de volta que o todo poderoso rei da selva jogou.

Dificilmente, o secretário Marcelo verá o seu candidato polarizar com a insurgente força do médico Adauto, diante de uma previsão que ele mesmo fizera há mais de um ano.

Marcelo enfrenta as “hienas” da política de Itororó, – todos aqueles que contestam o modo de governar dos leões – mesmo com a saúde do país em petição de miséria, e Itororó é um espelho. O secretário, todo “zunhado” pelos carcarás das oposições, que querem que ele vá catar cajá na casa do chapéu; reage solitariamente contra o bando “oposicionista”, e não são poucos.

A crise parou de bombear o sangue suficiente para fazer pulsar o coração da máquina, a máquina com dinheiro, (o sangue), já não tinha idéias para fazer muita coisa, sem dinheiro perde a capacidade total de fazer eleitores e votos para reverter a situação.

Demissões em massa decretam sua falência múltipla dos órgãos, enfim, Marco Brito está morto politicamente. Mesmo que a savana recobre os sentidos, e parta para a luta, puxando do fundo do poço suas últimas energias; nem que os céus apareçam para lhe dar um socorro, tipo respiração boca a boca, parece que não haverá mais tempo de Marco, e seu governo se alevantarem.

Quanto mais tentam se moverem para sair, mais a areia movediça de um terceiro governo o traga cada vez mais para as suas profundezas.

Marcelo, lutando na solidão da imensa savana, antes em chamas, agora envolta em vapor de fumo, cinzas, enxofre e treva que se pode apalpar, ver a antiga e sólida perpetuação da espécie desmanchar-se no ar. Ascende seu canto ao topo do cume.

Restam a Marco Brito e seu governo, aplaudirem a figura de seu secretário de saúde, que se debate como o cisne da lenda para entregar a população de Itororó, a sua obra prima.

 

Milton Marinho

3 Comentários

  1. Onde andas o secretário Marcelo Andrade? Sumiu do cenário político, não o vi fazendo mais comentários, está mutucado. Me parece que está acontecendo algo estranho, APAREÇA!

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