KARDELINA NORONHA DE OLIVEIRA: POR MIRO MARQUES

 

 

Miro Marques

 

UMA SERVIDORA EXEMPLAR

                                      

Em 24 de abril de 1914, nascia em Itabuna Kardelina Viana Noronha, filha do casal Artur de Freitas Noronha e Helena Viana Noronha. Passou sua infância entre Itabuna e vila de ferradas, onde concluiu o antigo Curso Primário. Casou-se em maio de 1936 com Antonio Alves de Oliveira Sobrinho, de quem herdara o sobrenome Oliveira. Do casamento nasceram três filhos.

Em outubro de 1943 veio para Itororó, então Itapuy, aqui fixando residência. Aos 33 anos de idade ficou viúva.

Sua vida profissional, como funcionária pública, teve início em 23 de outubro de 1945, quando por indicação do Sr. João Alves de Oliveira, foi escrivã de Paz, nomeada interinamente para a função de Oficial do Cartório Civil, tendo se tornado efetiva em 24 de novembro de1947.

Desenvolveu o trabalho a ela destinado com muita responsabilidade, atentando sempre para as leis vigentes. Paralelamente a esta função exerceu a de Escrivã Eleitoral da 137  Zona, conforme Portaria  68 de 27 10 1966. Com muita propriedade, desenvolveu as duas funções e, imparcial, conseguiu, no tempo conturbado da política, “sobreviver” com seriedade, às intrigas e percalços da época.

Prestou relevantes serviços ao Município como funcionária pública, tendo participado de várias campanhas para registro de crianças e adultos, campanhas estas patrocinadas pelo Lions Clube, Prefeitura Municipal, etc.

Foram tempos difíceis e tinha, às vezes, (e não foram poucas), para efetuar o trabalho, que se deslocar a cavalo para fazendas, por não haver acesso a outro meio de transporte. E isto fazia com disponibilidade, abdicando do seu descanso semanal, pois as viagens eram sempre feitas, domingos e feriados.

Em 24 de abril de 1984, encerrava-se, por força da aposentadoria compulsória, sua vida como serventuária da justiça. Foi declarada aposentada em 25 de abril de 1984.

Afastou-se a contragosto do trabalho, por se considerar ainda uma pessoa cheia de energia. Como disse Adylson Machado, “uma velha jovem”. Foram quase 40 anos de trabalho e dedicação ao serviço público, embelezando com sua letra invejável, todos os papeis por ela assinados.

Itororó só veio reconhecê-la como cidadã itororoense em 25 de outubro de 1984, numa proposição do então vereador Tiodomiro Marques Silva, que teve aprovação unânime da edilidade local.

Faleceu em 27 de janeiro de 1985, deixando a seus filhos e a todos que com ela conviveram um legado de honestidade e responsabilidade. Permita-me Vitalino, para encerrar, fazer minhas as suas palavras ao desejar que a figura da funcionária vivida por ela, “sirva de ponto de referência positivo as gerações futuras”…

 

Dados fornecidos por Alba Cordélia.

                                               

            

                


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