Marônio Cedro Mira: – Preto e branco…

 

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Por: Marônio Cedro Mira

 

III CAPÍTULO: Preto e branco…

A biógrafa do filósofo Voltarie, Evelyn Beatrice Hall, ao “sintetizar” a liberdade de expressão explicitada por esse pensador, assim escreveu: “Eu discordo do que você diz, mas defenderei até a morte o seu direito de dizê-lo”. Perante essa citação, peço licença para colocar aspas na palavra “morte” e, por meio disso, levantar uma questão: A “morte” existe?

Caso formos seguir a uma certa escala biológica podemos dizer que sim, haja vista que, se não houver determinadas adversidades, nascemos, crescemos, reproduzimos e morremos.

Mostramos nesse exemplo uma sequência de ligações. Ao se falar em ligações, temos a conjunção ou que fora utilizado de forma negativa; ou seja, preto ou branco. Isso fez com que sujeitos se desumanizassem e criassem conceitos preconceituosos para excluir pessoas, pluralizando algo que deve ser sempre visto no singular; isto e, a palavra raça. Lembremos que todos nós fazemos parte da raça humana.

Após essas palavras introdutórias, podemos dizer por outro olhar, que a morte não existe, pois, segundo o cientista Lavosier: “Na natureza nada se crianada se perdetudo se transforma“.. Não se deve esquecer, que os dejetos orgânicos de um ser são metamorfoseados em outras substâncias e, com isso, materializam em novas unidades químicas.

Ao se fazer um comparativo com vocês, caros afilhados, solicito que não deixem morrer os seus ideais depois da conclusão desse curso. Para tanto, vale salientar que vocês nasceram como alunos do CETEP, cresceram ao passar para as seres seguintes, espero que não tenham reproduzido conhecimentos, mas sim ressignificado conceitos. Seguindo isso, as suas presenças na Instituição não morrerão, pois a finitude ocorrerá de modo apenas cronológica como concluintes de um Curso Profissional, mas, diferente de morrer, merece, de maneira análoga, recorrer a Lavosier, e dizer que as suas ações reconstruirão novas transformações nas suas vidas, nas nossas e também nos espaços que estarão profissionalmente inseridos. Feito isso, vocês serão o CETEP em qualquer local que estejam.

Associado ao que fora exposto, pode-se dizer que ao invés dos preconceitos que envolveram o preto ou branco, estão em cada um de vocês as potencialidades de dilatarem o preto e branco. Lembremos que Charles Chaplin utilizou o cinema em preto e branco para explicitar que podemos amar, contestar, lutar e, por meio disso, transformar significativamente as nossas realidades. Foi nesse preto e branco, prezados afilhados, que Chaplin coloriu o mundo.

Baseado nisso, vivam no preto e branco; isto é, lembrem que as verdades de cada um de nós não são melhores do que as verdades dos outros, são nada mais nada menos do que as nossas verdades. Desse modo, parafraseando o que dissera a biógrafa de Voltarie, dê a oportunidade do outro dizer o que pensa sem se tornar fantoche dele nem materializar preconceitos para com as suas verdades.

Como mensagem final, gostaria de dizer que se vocês ligarem determinação com humanização, mesmo que deixem de trabalhar em algum local, as suas ações não morrerão, uma vez que transformarão em exemplos orgânicos para a eternidade. Em face disso, os filmes que serão rodados na respeitabilidade das verdades em preto e branco de cada um de vocês, formarão longas-metragens que, com profissionalismo, irão colorir tanto as suas vidas como também de inúmeras coletividades, mesmo que muitas não estejam no seu raio de ação.  Desse modo, os filmes das suas ações serão imortais, pois vocês não estiveram à margem da história, vocês, caros afilhados, serão a própria história da humanidade. Por isso, façam a história, vivam a história. Sucesso a todos!

 

Obs: Esse texto foi lido na Formatura do CETEP: Médio Sudoeste da Bahia/2017

 


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