ALCEBÍADES JOSÉ DA CUNHA FILHO: ELE DEIXOU O SEU NOME NA HISTÓRIA DE ITORORÓ

                                                                           

POR MIRO MARQUES

 

Decorria o ano de 1961, quando no dia 04 de janeiro, chegava a Itororó o jovem médico Dr. Alcebíades José da Cunha Filho, recém formado pela Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública de Salvador, em data de 03 de dezembro de 1960. O motivo da visita foi atender ao convite do comerciante de Rio do Meio, Sr. Almiro Alves Franco, cidadão que desfrutava de grande prestígio e influência política na sociedade itororoense, para checar a informação de que Itororó poderia lhe oferecer grandes possibilidades de instalar o seu consultório médico de clinico geral. E ele o fez, após constatar a veracidade da informação, na Rua Getúlio Vargas, depois 22 de agosto e hoje Alameda Lindolfo Novaes de Carvalho.

Itororó era apenas um bebê em fraldas, desgarrado da mãe Ibicaraí, tinha apenas 2 anos e 4 meses de vida livre, estava passando pela metade da administração do seu primeiro prefeito Eujácio Simões Viana. Alcebíades também tinha só um mês e um dia de formado, portanto, haveria entre eles uma relação de amor mútuo que duraria para sempre. Se, por um lado, o Dr. Alcebíades escolheu Itororó para dar naturalidade patriótica a suas filhas, por outro, Itororó também o acolheria para seu filho adotivo, fato ratificado ulteriormente pela Câmara de Vereadores. Sua carreira profissional, no entanto, cresceria paralelamente ao desenvolvimento urbano e sócio administrativo da cidade. E assim sendo, os dois caminhariam juntos pelas sendas do progresso, perseguindo cada um o seu escopo. Itororó buscando o desenvolvimento político administrativo e Alcebíades se firmando sócio profissionalmente.

O Dr. Alcebíades ainda era solteiro quando chegou a Itororó. Depois de instalado o seu consultório médico, começaram os primeiros atendimentos à população e depois de alguns meses, voltou para se casar com a também médica Dra. Luiza Maria Pedreira da Cunha que posteriormente foi sua colega de profissão no mesmo consultório e no hospital de Itororó.  

O Dr. Alcebíades José da Cunha Filho foi um ilustre cidadão sertanejo que fez história em Itororó não só como o médico capaz de superar a popularidade do Dr. Pedro Lopo Casas, vitima de um acidente automobilístico, mas por ser o mentor do projeto de construção da Fundação Hospital e Maternidade de Itororó onde ele teve a oportunidade de supervisionar com apoio da população, passo a passo, a sua construção desde a fase embrionária, até a sua conclusão. Foi o seu primeiro Diretor Administrativo e um dia confessou a seu colega Dr. Adauto Oliveira de Almeida que ver esse hospital concluído foi a sua realização como profissional, ou mais que isto, foi o nascimento do seu rebento do sexo masculino que biologicamente não conheceu. Leia Mais


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CAUSOS E FATOS DE ALMIR PORTELA: MEU COMPADRE CREVÁLCIO

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ALMIR PORTELA

 

MEU COMPADRE CREVÁLCIO

 

Falar de meu compadre é chover no molhado, fica difícil começar este causo, pois aconteceram tantos em nossas vidas, que se lembrasse de todos daria uma enciclopédia. Nós não tínhamos nenhum relacionamento, ele trabalhava em um armazém de secos e molhados, bebidas e material de construção, e eu trabalhava em outro armazém que vendia outros segmentos, isso não vem ao caso, só para informação, um belo dia surgiu uma vaga no armazém que Creválcio trabalhava me apresentei e fui a Itapetinga levar meus documentos, pois lá era a matriz deste armazém, esse foi nosso primeiro encontro, trabalhamos um bom tempo neste armazém, por uma simples besteira, meu amigo foi demitido, na realidade seria ele e eu, só não fui por que meu pai estava fazendo compras no armazém neste dia, vida que segue, eu estava chateado com esse emprego e através de um amigo, soube que em Uruçuca, numa fábrica de artefatos de borracha, estava recrutando pessoas, ai lembrei-me de meu amigo, conversamos e fomos para Uruçuca, fizemos um teste e fomos aprovados, e pela segunda vez trabalhamos juntos, ficamos morando em uma casa, eu meu amigo Creválcio e Zé Bezerra. Creválcio e Zé Bezerra não se falavam e eu não sabia, com a convivência, conseguimos harmonizar nosso cantinho, foram distribuídas as tarefas domesticas, eu e Zé Bezerra lavávamos os pratos e varria a casa e Creválcio cozinhava e fomos tocando, todas as tardes, depois do trabalho, perto de nossa “residência”, tinha um campo de futebol, onde o famoso baba era bastante concorrido, Zé Bezerra estava preparando seu material para participar do baba, sentado junto à mesa da cozinha ele simplesmente estava limpando sua chuteira com a mesma esponja de aço que lava os pratos, deixando muita lama em cima da mesa, nisso chega Creválcio, e como ainda eles não se falavam, me chamou e pediu que Zé Bezerra limpasse imediatamente a mesa e procurasse outro lugar para sujar, até mesmo na sua cama, Zé Bezerra virou em direção a Creválcio e disse a sua famosa frase: “Vá tomar no seu Zinferno” e eu como juiz de paz tive que intervir para que eles não fossem mais longe com a discussão. Foi em Uruçuca que Creválcio conheceu aquela que seria sua esposa, uma morena bonita que acompanhava a mudança de Creválcio, era conhecida pelo apelido de “Moça”, ela conseguiu balançar o coração do rapaz que não queria compromisso com ninguém. O namoro ia muito bem, tanto que quase toda semana íamos a Itororó, na volta meu amigo tomar uma umbuzada na casa da namorada, que o deixou em maus lençóis, começou um rebuliço no estômago e foi aumentando e houve uma grande erupção, tudo isso aconteceu dentro do ônibus, como já era noite meu amigo pediu ajuda a Zé Bezerra, pedindo uma calça emprestada, pois a dele ia ficar debaixo da poltrona impregnada de algo estranho a sua vontade, nesse meio tempo o produto começou exalar um “cheiro” esquisito que o motorista teve que parar antes da rodoviária de Itabuna, foi parando e os “três mosqueteiros” aproveitando desceram do ônibus e andamos uns 10 quilômetros, foi ai que notei a indumentária de Creválcio, e perguntei se era dele aquela bermuda apertada, ele me respondeu que era a calça de Zé Bezerra.

 

 


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MIRO MARQUES: CEL. JOÃO BORGES, O GESTOR DO PROJETO DE FUNDAÇÃO DE ITORORÓ

 

 Por Miro Marques

 

          

João Borges da Rocha Neto, era filho de senhor de Engenho no município de Estância – Sergipe, passou sua infância e adolescência na terra natal, mas com a abolição da escravatura o engenho que herdara do seu pai, que já tinha sido do seu avô, ficou de fogo morto. João Borges, jovem de visão futurista, não via mais quaisquer perspectivas de vida no sertão sergipano, então decidiu pegar o que restou de sua herança que era algumas cabeças de gado e vender para aventurar a vida em outras pirambeiras.

Com esse pensamento, no início dos anos 10, do século XX, acompanhado do seu amigo João Alves de Andrade, seguiu viagem rumo a Itabuna, Sul da Bahia, onde o destino lhe reservaria um futuro promissor. Desembarcando do navio no Porto de Ilhéus verificaram que o dinheiro havia se acabado, mas como o destino era Itabuna, os jovens aventureiros seguiram viagem a pé até àquela cidade Grapiúna, a procura de um tio de João Borges que era Coletor Federal e genro do Sr. Paulino Vieira, morador antigo na cidade de Itabuna e bastante conceituado junto ao coronelismo do Sul Baiano. Cel. Paulino Vieira também era proprietário de um grande armazém de secos e molhados e foi ali que os dois Joãos conseguiram emprego. Tempos depois, por transação comercial, João Borges adquiriu o armazém em que trabalhava, mas João Alves de Andrade continuou trabalhando com ele, tendo a partir dali, João Borges como seu amigo patrão.

As coisas melhoraram, João Borges ganhou muito dinheiro e começou investir na agricultura da região. O novo comerciante fornecia mercadorias o ano inteiro para os agricultores da região e só recebia o pagamento no fim do ano, muitas vezes, com a produção agrícola: cacau, café, cereais, etc. Com a renda do comércio de secos e molhados e o lucro dos produtos que recebia como pagamento das mercadorias fornecidas, João Borges ficou muito rico adquirindo várias propriedades rurais que, a maioria delas, ainda pertence aos seus herdeiros.

Casou-se com Dona Marieta Ribeiro Borges, com quem teve duas filhas: Maria de Lourdes e Nair Borges.  João Borges já era também coronel do cacau quando resolveu criar gado. Mas o Sul do Estado da Bahia era literalmente frio para esse tipo de investimento. Naquela época estava começando o desbravamento da região colônia, lugar propício para um bom criatório. Foi então que João Borges enviou seu companheiro de viagem, amigo e colega de trabalho, agora, também administrador das suas fazendas, João Alves de Andrade, a região do Colônia para lhe comprar bastante hectares de terras. Leia Mais


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Dick o brincalhão: Por Almir Portela

 

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Almir Portela

 

Dick o brincalhão

Na década de 80, morava em Ipiaú um casal, o Sr. Lourenço e D. Leda e seus dois filhos Nara e Pedro, o Sr. Lourenço era um jovem trabalhava em um laticínio onde produzia alguns derivados do leite, manteiga e queijo, sendo o queijo o carro chefe, seus produtos eram comercializados em Salvador, e a D. Leda era professora, sócia de um colégio para alunos do primeiro grau, era uma pessoa dedicada e grande profissional na área de educação, até ai tudo bem, o que nos interessa é a residência do casal. A casa localizada no centro da cidade com uma área de uns 400 metros quadrados, uma pequena piscina onde as crianças passavam um bom tempo brincando, um quintal grande com diversas frutas, separado da casa por um portão e logicamente uma cerca, este casal ganhou de presente um cão de raça não definida (vira-lata), que foi batizado de Dick, este pequeno animal era a alegria das crianças, era dócil e gostava de brincar, tinha uma energia incrível, foi crescendo de uma forma acelerada que com poucos meses já era um gigante, tinha uma força descomunal, não latia, mas com o seu porte físico avantajado, demonstrava respeito, sua brincadeira favorita era pular nas pessoas, como era grande e pesado, quem tivesse na sua frente nunca escapava da queda. Lembramos de alguns casos de Dick, e vamos contar agora. D. Leda gostava e ainda gosta de enfeitar sua casa, e como era final de ano, ela preparou uma árvore de natal com diversos presentes cinematográfico, e bastantes bolas de enfeites, pisca-pisca e tudo mais, pois bem, Dick ficava na sua casa acorrentado durante o dia e solto a noite, numa dessas noite, Dick achou de abrir os presentes da árvore, estraçalhou tudo, não dando por satisfeito resolveu comer as bolas de vidro ao ponto de ser levado ao veterinário, e D. Leda quando acordou e viu seu trabalho bagunçado, culpou o marido, dizendo que queria dá um fim no Dick, pensou um pouco e perdoou seu animal. Outro dia o casal e seus filhos estavam numa pizzaria se divertindo, quando alguém liga para o dono da pizzaria, informando que Dick estava na frente da casa pregando terror, a porta estava entreaberta, aproveitou e foi pra rua, ninguém passava em frente à casa, Dick não deixava, até a polícia foi acionada e Dick tava nem ai, só se acalmou quando séo Lourenço chegou. O caso mais engraçado D. Leda me contou, foi o seguinte: o padre local marcou uma visita ao casal. No dia acordado, chega o vigário em seu possante fusca, D. Leda tinha feito um bolo de cenoura e preparado um chá para sua visita, pois bem, o vigário assim que adentrou na área vip, cheio de plantas e flores, Dick viu no vigário, talvez um brinquedo diferente, como passe de mágica foi recepcionar o vigário à sua maneira, ou seja, pulou em cima jogando ao chão e com suas patas em cima do padre, começou a lambê-lo com sua língua de quase 50 centímetros, e o pobre do padre imobilizado, ficou todo lambuzado das lambidas, com muito custo o padre conseguiu se safar saiu apressadamente entrou no fusca e saiu em disparada. Com a velocidade que saiu, acredito que deve ter chegado ao Vaticano em poucas horas.

 

 


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POR MIRO MARQUES: SEBASTIÃO DE OLIVEIRA ALVES

 

MIRO MARQUES

 

 

SEBASTIÃO DE OLIVEIRA ALVES

UM MARTE DA IGREJA CATÓLICA. ASSASSINADO NA PORTA DA IGREJA MATRIZ DE SANTO ANTONIO EM 23 04 1961.

                                    

                                                   

Quarenta anos, três meses e três dias foram exatamente, segundo os tristes acontecimentos registrados no livro da Igreja Católica de Itororó, o tempo de vida vivido pelo Pe. Sebastião de Oliveira Alves, assassinado na porta da Igreja Matriz de Santo Antonio de Itororó, no dia 23 de abril de 1961.

Filho de Antonio Joaquim Alves e Elisia Rosa de Oliveira ele Nasceu em Bebedouro São Paulo, no dia 20 de janeiro de 1921. Ainda criança, acompanhado dos pais, Sebastião veio morar na Bahia, no município de Itaju do Colônia. Concluiu o primeiro grau e o ensino médio no Colégio Salesiano de Salvador. Sentiu o despertar da fé e quis dar evasão a sua vocação sacerdotal. E a convite de um amigo foi estudar num Seminário Católico da cidade do Recife-Pe, onde concluiu o Curso Presbiteral no ano de 1958, sob o brilho de uma grande manifestação religiosa. A festa da sua ordenação presbiteral foi pomposamente realizada na cidade do Recife nas presenças imprescindíveis de bispos, padres e diáconos das cidades que compõem a Grande Recife e circunvizinhanças. E logo após receber os paramentos, o novo padre, foi cumprir a sua missão na maior ilha fluvial do mundo. Na Reserva Indígena da FUNAI, no Parque Nacional do Araguaia no Estado de Goiás, hoje Tocantins. Seu primeiro trabalho foi catequizar os índios da Ilha de Bananal. Ali ele pregou, exemplarmente, o Santo Evangelho para os aborígines daquela civilização e viu frutificar a palavra de Deus. Voltando a Bahia ele ficou à disposição da Diocese de Ilhéus atuando na Paróquia de São José de Itabuna até ser designado pelo Senhor Bispo Diocesano a ocupar a Pastoral da Paróquia de Santo Antonio de Itororó, onde estão sepultados os seus restos mortais.

O Pe. Sebastião de Oliveira Alves foi Coordenador Espiritual da comunidade católica de Itororó de 16 03 1960 a 08 04 1961. Isto é o que consta do Livro de Registro dos Padres da Secretaria da Igreja Matriz de Itororó. Porém, o revés da vida preparou-lhe uma emboscada, quando o Líder Espiritual da comunidade católica itororoense, voltava de um espetáculo de tourada exibido pelo circo do laureado toureiro Jararaca, aproveitou-se do tempo que tinha sobrando para entrar na Igreja Matriz a fim de ungir com os “Santos Óleos” e acompanhar um pouco o grupo de devotos que fazia a Vigília do Tríduo Pascal daquele ano. Leia Mais


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MIRO MARQUES: LUIS CARLOS ALMEIDA DE CASTRO PRIMEIRO PADRE FILHO DE ITORORÓ!

 

 MIRO MARQUES   

 

Para quem não se lembra, aqui vai um pequeno alerta ou um lembrete eu diria, o primeiro padre filho de Itororó foi Luis Carlos Almeida de Castro, ordenado em 05 de Dezembro de 1993 pelo Seminário São Camilo da capital paulista, que estaria comemorando, neste mês, 24 anos de sacerdócio.  Após ser ordenado sacerdote, o padre Luis Carlos, assumiu a Paróquia de Nossa Senhora Aparecida da Vila Zate, zona oeste de São Paulo, tendo de imediato, como seu primeiro projeto, e para alegria dos seus paroquianos, a construção do novo templo da Igreja de Nossa Senhora Aparecida. A festa de inauguração contou, inclusive, com a presença marcante de seus pais, irmãos e conterrâneos de Itororó na Bahia que fizeram questão de ir a São Paulo para compartilhar dos júbilos daquela ocasião onde foi servido um suculento churrasco bem a moda baiana.

Luis Carlos, o menino que nasceu, cresceu, estudou e brincou pelas ruas de Itororó, voltou à sua terra natal e foi recebido, triunfantemente, pela população, como herói. Uma grande carreata o estava esperando para percorrer as ruas da cidade sob queima de fogos de artifícios até a Igreja Matriz de Santo Antonio, onde o jovem reverendo celebrou, jubilosamente, a sua primeira missa na Igreja de sua cidade. Ali, outrora, ele iniciara sua vida religiosa como coroinha, tendo a direção espiritual do colombiano Padre Simeon Ibarra Torres.

Entretanto, e para tristeza geral de seus conterrâneos, 5 anos depois, o jovem religioso deixou falar mais alto a voz do coração, abandonando a batina para unir-se em matrimônio a uma garota da Paulicéia. Porém, este fato não ficou isolado em Itororó, pois em 1971 o Padre Sinval Bruno que foi pároco local, também optou por abdicar da batina para se casar com uma jovem da sociedade itororoense. Seu nome: Zuleide Amarantes de Menezes.

Luis Carlos Almeida de Castro é natural de Itororó – Bahia, nasceu no dia 25 de agosto de 1961, fruto da união matrimonial de José Vital de Castro e Edelzuita Almeida de Castro. Estudou no Colégio Estadual Getúlio Vargas e ali terminou o Ensino Fundamental. Cursou Contabilidade Técnica pelo Centro Educacional de Itororó e enquanto estudava dava vazão à sua vocação religiosa atuando como coroinha. Habilitado em Contabilidade Técnica e sedento de vontade de servir a Deus, como um verdadeiro cristão, o jovem Luis Carlos partiu para São Paulo capital, onde se matriculou no Seminário São Camilo e dali só saiu ordenado padre para rezar missa em qualquer paróquia. O Bispo Diocesano responsável pela a Imposição das Mãos e a Oração Consecratória foi Sua Reverendíssima Dom Angélico…

Essas razões levariam o Padre Gilmar Oliveira Santos ser o único filho de Itororó a ostentar a batina até 2008, ano do cinquentenário de emancipação política do Município.

Enquanto isso, nosso estimado Luis Carlos Almeida de Castro, ganhava do Clero mais 5 anos para se arrepender e voltar à sua missão de evangelizador, porém, o agora cidadão comum, preferiu mesmo continuar, simplesmente, como professor, ao lado da esposa e filhos, na capital paulista. Dona Edelzuita, sua querida mãe, ainda alimentou vivas esperanças durante todo o período dado pela Arquidiocese, para ver seu filho outra vez celebrando, como sacerdote, a Palavra do Senhor, mas, com profundo pesar, viu exaurir todas as suas esperanças…    

 

                           


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CAUSOS E FATOS: ALMIR PORTELA

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A Cobra

 

Haroldo e Miguel são dois compadres inseparáveis, parecem que são irmãos, trabalham na fazenda do senhor Fernando lá pras bandas de Carangola, nas Minas Gerais, pois bem, Haroldo é casado, três filhos pequenos, e trabalha na lavoura de café, já o Miguel é um solteirão convicto, nunca pensou em casar, segundo sua filosofia, não quer ser escravo de mulher, ele trabalha na pecuária, gosta de labutar com os animais, e assim vai vivendo a vida de acordo com a ocasião, como a fazenda é grande e tem muitos funcionários, o senhor Fernando não quer perder nenhum, ele valoriza o bom funcionário. Tinha na fazenda três funcionários já bastante cansados com as idades avançadas, eles queriam aposentadoria, pois suas forças não eram as mesmas, queriam sair para não prejudicar o patrão, todos tinha uma queixa, por exemplo, Joaquim sentia muitas dores na coluna, Alfredo dizia que suas mãos tremiam muito e Nelson tinha dificuldades para andar, pois seus pés arrastavam, o Fernando homem experiente pensou bastante até encontrar uma solução, pois não queria de maneira nenhuma perder seus valorosos funcionários, chamou os três e foi taxativo, para Joaquim que sofria da coluna ele diminuiu o cabo da enxada, ele fazia os buracos, Alfredo que tremia as mãos semeava os grãos e Nelson com seus pés arrastando vinha completar o serviço, tampando os buracos devidamente com os grãos semeado, todos concordaram e a fazenda voltou a produzir até mais.

Voltando aos personagens Haroldo e Miguel, eles costumavam pescar nos dias de folga, e assim num domingo ensolarado com um calor acima dos 35 graus, eles foram à bendita pescaria, mineiro já viu, gosta de pitar seu cigarrinho de fumo de rolo levado à famosa destilada, bebida que quase toda fazenda tem. Por volta das 16h00 Miguel já meio manguaçado, resolve tomar um banho no rio, tirou as calças ficando de calção mergulhou nas águas morna do rio, ficou banhando uns 10 minutos, preparou para sair apoiando no capim para subir uma pequena ladeira, de repente sentiu que sua mão foi picada por uma cobra, ele virou bicho, com a outra mão deu uma porrada na peçonhenta que morreu na hora, Miguel levantou rápido falou com Haroldo o acontecido, e foram direto ao pronto socorro, comentou com o plantonista o que aconteceu, o plantonista disse que sem a cobra ele não podia atender, pois queria ver a cobra e seu grau de veneno, Miguel nem se abalou, virou para o plantonista e falou, o senhor vai examinar agora pois, enfiando a mão no bolso tirou a danada e disse, a “fia duma égua queria me matar, quem morreu foi ela, tai essa finada”. O plantonista quando viu a cobra desmaiou.

 

 

 


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MESTRE DA ARTE DO CONTO, O. HENRY OFERTA AOS LEITORES DO BLOG “O presente dos magos”.

 

O PRESENTE DOS MAGOS

 

Um dólar e oitenta e sete centavos. Era tudo. E sessenta centavos eram em moedas. Moedas economizadas uma a uma, pechinchando com o dono do armazém, o dono da quitanda, o açougueiro, até o rosto arder à muda acusação de parcimínia que tais pechinchas implicavam. Três vezes Della contou o dinheiro. Um dólar e oitenta e sete centavos. E no dia seguinte seria Natal.

Não havia evidentemente mais nada a fazer senão atirar-se ao pequeno sofá puí­do e chorar. Foi o que Della fez. O que leva à reflexão moral de que a vida é feita de soluços, fungadelas e sorrisos, com predomí­nio das fungadelas.

Della terminou de chorar e cuidou do rosto com a esponja de pó. Postou-se junto à janela e ficou a contemplar melancolicamente um gato cinzento caminhando sobre uma cerca cinzenta num quintal cinzento. Amanhã seria Dia de Natal e ela tinha apenas um dólar e oitenta e sete centavos para comprar o presente de Jim. Estivera a economizar tostão por tostão havia meses, e esse era o resultado. As despesas tinham sido maiores do que calculara. Sempre são. Apenas um dólar e oitenta e sete centavos para comprar o presente de Jim. O seu Jim. Muitas horas felizes passara ela planejando comprar-lhe alguma coisa bonita. Alguma coisa fina, rara, legí­tima ” algo que estivesse bem perto de merecer a honra de ser possuí­da por Jim.

Subitamente, afastou-se da janela e postou-se diante de um espelho. Seus olhos estavam brilhantes mas sua face perdeu a cor ao cabo de vinte segundos. Num gesto rápido, soltou o cabelo e deixou desdobrar-se em toda a sua extensão.

Ora, os James Dillingham Youngs tinham dois haveres de que muito se orgulhavam. Um era o relógio de ouro de Jim, que pertencera a seu pai e a seu aví. O outro era o cabelo de Della.

O cabelo de Della, pois, caiu-lhe pelas costas, ondulando e brilhando como uma cascata de águas castanhas. Chegava-lhe abaixo do joelho e quase lhe servia de manto. Ela então o prendeu de novo, célere e nervosamente. A certo momento, deteve-se e permaneceu imóvel, enquanto uma ou duas lágrimas caí­am sobre o puí­do tapete vermelho.

Vestiu o velho casaco marron; pís o velho chapéu marron. Desceu rapidamente a escada que levava à rua. Parou onde havia um letreiro anunciando: “Mme Sofronie, Artigos de Toda Espécie para Cabelos”. Della subiu a correr um lance de escada e se deteve no alto, arquejante para recompor-se. Madame, corpulenta, alva demais, fria.
– Quer comprar meu cabelo? ” perguntou Della.
– Eu compro cabelo ” disse Madame. ” Tire o chapéu e vamos dar uma olhada no seu.
Despenhou-se, ondulante, a cascata de águas castanhas.
– Vinte dólares ” ofereceu Madame, erguendo a massa com mão prática.
– Dê-me o dinheiro depressa ” pediu Della.
Oh, as duas horas seguintes voaram com asas róseas. Della se pís a vasculhar as lojas à procura de um presente para Jim.

Encontrou-o por fim. Fora feito para ele e para ninguém mais. Nada havia que se lhe parecesse nas outras lojas, e ela as revirara de alto a baixo. Era uma corrente de platina, curta, simples e de modelo discreto, proclamando adequadamente seu valor por sua mesma substância e não por qualquer ornamentação espúria. Era digna até do relógio. Tão logo a viu, soube que tinha de ser de Jim. Era como ele. Serenidade e valor ” a descrição se aplicava a ambos. Vinte e um dólares cobraram-lhe por ela, e Della correu para casa com os oitenta e sete centavos. Com aquela corrente no relógio, Jim poderia preocupar-se decentemente com o tempo na frente de qualquer pessoa. Grande como era o relógio, ele í s vezes o consultava meio envergonhado devido à velha tira de couro que usava em lugar de corrente.

Quando Della chegou em casa, seu embevecimento cedeu lugar a um pouco de prudência e razão. Pegou os ferros de frisar, acendeu o gás e pís-se a reparar os estragos causados pela generosidade acrescida ao amor. O que sempre é uma tarefa muito árdua, queridos amigos ” uma tarefa gigantesca.

Ao cabo de quarenta minutos, sua cabeça estava coberta de pequenos caracóis cerrados, que a faziam parecer, admiravelmente, um menino vadio.

Às sete horas, o café estava preparado e uma frigideira quente no fogão esperava o momento de fritar as costeletas. Jim nunca se atrasava. Della dobrou a corrente no cíncavo da mão e sentou-se a um canto da mesa, perto da porta pela qual ele sempre entrava. Ouviu então seus passos no primeiro lance da escada e empalideceu por um instante.

– Oh, Deus, fazei-o por favor achar-me ainda bonita!

A porta se abriu, Jim entrou e a fechou. Parecia magro e muito sério. Pobre sujeito, apenas vinte e dois anos e já responsável por uma famí­lia! Precisava de um sobretudo novo e não tinha luvas.

Jim Avançou alguns passos. Seus olhos estavam fitos em Della e havia neles uma expressão que ela não conseguia ler e que a aterrorizava. Não era raiva, nem surpresa, nem desaprovação, nem horror; não era nenhum dos sentimentos para os quais ela estava preparada.

Della esgueirou-se para fora da mesa e se encaminhou para ele.

– Jim, querido ” gritou ” não me olhe desse jeito! Mandei cortar o cabelo e o vendi porque não poderia passar o natal sem dar um presente a você. Ele crescerá de novo… não se aborreça, por favor. Meu cabelo cresce terrivelmente depressa. Diga “Feliz Natal!”, Jim, e fiquemos felizes. Você não sabe que coisa bonita, que belo presente tenho para você.
– Mandou cortar o cabelo? ” perguntou Jim a custo, como se não tivesse ainda compenetrado desse fato patente após o mais árduo esforço mental.
– Cortei-o e vendi-o ” disse Della. ” Você não continua a gostar de mim do mesmo jeito, então? Não precisa procurar por meu cabelo, foi vendido, como lhe disse… vendido, não está mais aqui. À véspera de Natal, querido. Seja bonzinho comigo, fiz isso por sua causa. Ninguém poderá jamais avaliar o meu amor por você. Posso fritar as costeletas, Jim?

Emergindo do seu transe, Jim pareceu despertar rapidamente. Abraçou a sua Della. Os magos trouxeram presentes valiosos, mas isso não estava entre eles. Esta asserção obscura será esclarecida mais tarde.

Jim tirou um pacote do bolso e atirou-o sobre a mesa.

– Não me interprete mal, Della ” disse. ” Não acho que haja alguma coisa, corte de cabelo, raspagem ou xampu, capaz de fazer-me gostar menos da minha mulherzinha. Mas se você abrir este pacote, poderá ver por que fiquei abalado no princí­pio.

Alvos dedos ligeiros desfizeram o atilho e o embrulho. Ouviu-se então um grito extático de alegria, e depois, ai!, uma súbita mudança feminina para as lágrimas e os gemidos, que exigiram o imediato emprego de todos os poderes de consolação do senhor do apartamento.

Pois sobre a mesa jaziam Os Pentes ” o jogo de pentes para cabelos que Della adorara havia muito numa vitrine. Belos pentes, de tartaruga legí­tima, orlados de pedraria ” da cor exata para combinar com seu lindo cabelo. Eram pentes caros, ela o sabia, e seu coração se limitara a desejá-los e a suspirar por eles sem a menor esperança de vir um dia a possuí­-los. E agora pertenciam-lhe, mas as tranças que os anelados enfeites deveriam adornar não mais existiam.

Ela, porém, os apertou contra o peito e, por fim, pode erguer os olhos nublados, sorrir e dizer:
– Meu cabelo cresce tão depressa, Jim!

Jim ainda não vira o seu belo presente. Ela lho estendeu ansiosamente na palma da mão aberta. O fosco metal precioso parecia brilhar com o reflexo do seu jubilante e ardente espí­rito.
– Não é uma beleza, Jim? Vasculhei a cidade toda para achá-lo. Doravante, você terá de ver as horas uma centena de vezes por dia. Dê-me o seu relógio. Quero ver como fica nele.

Em lugar de obedecer, Jim deixou-se cair no sofá, pôs as mãos atrás da cabeça e sorriu:
– Della ” disse -, vamos por os nossos presentes de Natal de lado e deixá-los por algum tempo. São lindos demais para poderem ser usados agora. Vendi o relógio para comprar os seus pentes. Que tal se você fritasse as costeletas agora?

 

 


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ALMIR PORTELA: CAUSOS E FATOS

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O BRUTO

 

Na cidade onde moro, tem de tudo, como é uma cidade do interior, pequena, tudo que acontece a população fica sabendo, esse caso aconteceu com o senhor Milton, aposentado, pescador e boa vida. Vamos ao que interessa: todos os dias ele ia à fazenda de sua mãe, com sua pick-up amarela de carroceria de madeira para transporte de mantimentos e produtos, como esta fazenda era afastada da cidade, em torno de 15 a 20 quilômetros, ele ia mais cedo para ganhar o dia, para chegar à fazenda, como não tinha ponte, tinha que atravessar um córrego, já era costume esta travessia, só que na noite anterior, choveu bastante e o leito do córrego transformou num rio, Milton parou seu carro na beira do antigo córrego, agora rio, e pensou, vou atravessar, meu carro já tem costume de fazer isso, e assim tentou como tinha bastante água no rio, molhou o distribuidor fazendo que o veicule parasse no meio do rio, como ele só viajava sozinho, não gostava de dar carona, desceu do carro, foi na gaveta, sacou uma mangueira e uma garrafa pet, abriu o tanque tirou mais ou menos um litro de gasolina, jogou em cima do carro ateando fogo, e falou pra o carro, “Filho da puta, não quis me levar, então fica ai sozinho, pois vou pra casa”.

 

Almir Portela


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POR ALMIR PORTELA: O mecânico

 

ALMIR PORTELA

 

O mecânico

 

Na cidade tinha um Senhor Proprietário de uma casa de peças para automóveis e oficina, era um homem bem conceituado, religioso bom pai e respeitador, todos os domingos ele e a sua esposa eram figuras certas na igreja, bom de prosa, com sua fala mansa, conquistava qualquer pessoa. Conta que esse senhor calmo e tranqüilo, às vezes transformava discípulo de Séo Lunga, bruto que só uma cancela, pois bem, voltemos ao nosso caso, o senhor em questão era conhecido Walter Silva, ele estava em sua residência e sua esposa pediu que ele colocasse um quadro na parede, e ele foi atender seu pedido, foi na sua caixa de ferramentas e pegou uns pregos e o martelo para sua empreitada, pôs um prego na parede, verificou no olhômetro e percebeu que precisava de outro prego para que o quadro não caísse, ai que foi o problema, quando ele deu a primeira martelada, acertou em cheio no seu dedo, logicamente que doeu, mas ele virou bicho, deixou a sua tarefa de lado, pegou o martelo mirou no dedo machucado, e deu uma pancada bem forte e disse: “seu martelo filho da puta, você gosta de dedo, não é, pois aproveita a boa vontade e fica com este ai”. Foi preciso chamar uma ambulância para nosso amigo.

 


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ALMIR PORTELA: APRENDENDO A DIRIGIR

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Almir Portela

 

Aprendendo a dirigir

 

Contaram-me essa história que eu transforme em um causo, então vamos lá. O personagem deste causo é uma mulher, que de agora em diante será conhecida como Yara. Pois bem, Yara trabalhava em uma instituição financeira, que com sua determinação e garra queria aprender a dirigir, pois sua meta era comprar um carro, ela trabalhava para isso, e assim a vida seguia seu rumo, quando um belo dia apareceu um amigo o Juvenal, com um veiculo proposto a ensinar Yara a concretizar seu sonho. Marcaram o dia em que ela daria a ponta pé inicial, ou seja, pegaria num volante pela primeira vez. Os colegas e seus amigos compareceram a este ato, para analisar e comentar sua atuação. O começo seu “instrutor”, o Juvenal, convida Yara para assumir o volante, e ela um pouco nervosa aceita a tarefa, o Juvenal explicou para ela como funciona um veiculo, desde a partida até seu encerramento, ela disse que entendeu, ai começou a batalha. Ligue o carro, pediu Juvenal, ela prontamente ligou, viu como foi fácil, disse Juvenal, agora saia devagarzinho, e ela em silencio cumpre a determinação, abre a porta do carro e nas pontas dos pés desce do veiculo e vai em direção à calçada, Yara, pelo amor de Deus, volte para o carro, você entendeu errado, era para você sair com o carro dirigindo, foi pra isso que estamos aqui, ela envergonhada volta para seu lugar e começa então a dirigir, fazendo as mudanças de marchas no momento certo, e aos poucos foi ganhando confiança, e disse que já era capaz de sair sozinha, na cidade tinha inaugurado uma padaria com bastantes produtos que mais parecia uma Mercearia, Yara querendo mostrar para o povo que sabia dirigir, falou pra o Juvenal que iria estacionar em frente à Padaria, e seguiu sua rota, quando faltava mais ou menos cinco metros ela concentrou que era à hora de parar, ai veio o nervosismo, inverteu seu programa, ao invés de pisar no freio, ela foi no acelerador, e o carro deu uma arrancada tão grande que só parou dentro da padaria, quebrando tudo, ela lembrou que só de garrafas, pagou 90 unidades, saiu ilesa, um pouco nervosa, mas não perdeu a pose, e para não traumatizar, daria um tempo para o volante. Leia Mais


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MIRO MARQUES: É HOJE, DIA 1º /12/2017, 22º ANIVERSÁRIO DA ITAPUY FM!

 

 RÁDIO ITAPUY    /   MIRO MARQUES      /     CARLOS MACIEL

 

Para se falar, efetivamente, da história do rádio no Brasil, mesmo depois de todo esse glamour da TV e suas magias em deslumbrantes cores, é preciso se fazer um belo voo, ocupando espaço nas macias asas do pensamento, com os cintos devidamente afivelados, numa guinada de 360 graus, de volta ao passado, até nos situarmos naquele histórico 7 de Setembro de 1922, acompanhando as comemorações do Centésimo Aniversário da Independência do Brasil, quando o então presidente da República Federativa do Brasil, Epitácio Pessoa, desejando alcançar maior número de brasileiros para ouvir a sua mensagem, foi aconselhado pelo médico Edgar Roquett Pinto, estudioso da matéria, a utilizar-se de um aparelho de rádio transmissor que a Escola Politécnica do Rio de Janeiro havia recebido de presente de Pekan, de Bueno Aires, cuja novidade, se associada a alguns receptores de rádio como se fossem cornetas de alto falantes, distribuídos por locais estratégicos, poderiam atingir o escopo almejado por sua Excelência. Permissão concedida, o Dr. Roquett Pinto se encarregou de instalar o diferente aparelho com seus componentes pertinentes e por ai a coisa funcionaria conforme o pensamento do Senhor Presidente da República. Estava ali, patenteada, a primeira transmissão radiofônica, e, evidentemente, criada a primeira emissora de rádio do Brasil que ganharia o nome de PRA-2 Rádio Sociedade do Rio de Janeiro. No ano seguinte surgiram mais três emissoras de rádio no Brasil: Em Salvador a PRA-4, Rádio Sociedade da Bahia que teve como diretor, o radialista Mota Neto; Em São Paulo surgia a Rádio Educadora de São Paulo e em Recife a Rádio Clube de Pernambuco. A partir desse ponto, foram muitas instalações de emissoras de radio espalhadas por todo o Brasil, inclusive Roquett Pinto instalou a sua própria rádio em 1923 que teve por denominação: Rádio Roquett Pinto do Rio de Janeiro. Muitos atribui a Rádio Roquett Pinto ser a primeira emissora de rádio do Brasil, mas na verdade ela foi a segunda, pois foi inaugurada em 1923, deixando o feito histórico com a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro datada de 07 09 1922…

Em Itororó a história do Rádio vai começar com a chegada da Rádio Itapuy FM de Itororó, 105,3 que foi ao ar em caráter experimental, ás 6 horas da tarde de 15 de outubro de 1995 e inaugurada, oficialmente, em 1º de dezembro de 1995. Logo se conclui que a Emissora do Vale do Colônia, como ficou conhecida, comemorará hoje, 1º de dezembro de 2017,  22 anos de atividades radiofônicas.

Nesta oportunidade, o radialista Miro Marques, locutor mestre de cerimônia daquela data histórica, ainda em atividade, entrevista o primeiro diretor de programação da Emissora, Carlos Maciel:

 

Miro Marques,

Meu caro e meu nobre Carlos Maciel, você que foi o primeiro diretor de programação da Itapuy FM, o que acha dessa Emissora, 22 anos depois?

Carlos Maciel: iniciei minha trajetória profissional em Itororó, através de convite feito pelo dr. Djalma Figueiredo. Ele, juntamente com Beto Cardoso, numa sexta-feira, 29 de setembro de 1995, foram recebidos em minha casa em Itororó, com a proposta de que eu criasse uma programação para uma emissora que viria a ser inaugurada em Itororó. Eu que já tinha certa experiência nesse métier, devido ja ter sido coordenador e programador da FM Cidade em Itapetinga e também divulgador musical para algumas rádios do Médio Sudoeste da Bahia, trabalhado em lojas com revenda de discos, e por isso pedi um tempo para pensar. Quando foi no dia 15 de outubro daquele ano, um domingo, resolvi fazer uma visita a emissora. Encontrei com algumas pessoas que estavam trabalhando na montagem dos aparelhos. Fiquei entusiasmado e na segunda-feira aceitei a missão de criar a primeira programação de uma emissora de rádio em Itororó. Aparentemente era uma missão fácil, mas a realidade apontava outra coisa, afinal de contas, eu iria criar uma programação do zero que precisava agradar a gregos e troianos e ainda deixar a minha marca como profissional, e isto não é coisa simples. Eu demorei uma semana na criação desta programação – nome de programas, grade comercial etc. Só depois que analisei tudo, minunciosamente, disse sim. A partir daí iniciou-se a programação oficial da primeira emissora de rádio de nossa cidade, onde ainda sou apresentar de programas musicais e de notícias…

Miro  Marques,

Quais foram os primeiros programas criados e dirigidos por você, ainda se lembra?

Carlos Maciel: Claro, os primeiros programas da Itapuy FM, vale destacar: Raízes Sertanejas – programa este voltado para o homem do campo, com músicas e informações direcionadas a esse nicho de ouvintes -; Itapuy Sucesso – músicas, horóscopos e informações, participação de ouvintes -; Itapuy Notícias – com enfoque principal em notícias locais e regionais -; Estação Brasil – músicas e informações dos maiores artistas brasileiros da MPB; Show da Tarde – bem parecido com o programa Itapuy Sucesso, com algumas sutis diferenças -; Happy Hour Itapuy – músicas leves, típicas de fim de tarde; Relax Total – este programa noturno, começando às 20:00h e indo até à 00:00, foi apresentado pelo diretor geral da emissora, Dr. Djalma Figueiredo, e tinha uma programação só com músicas românticas nacionais e internacionais. Bilhetes e telefonemas foi o mote principal deste horário.

Muitos outros programas eu criei durante esses quase 22 anos, apresentei alguns e tive a cooperação hiper competente de vários colegas que fizeram e fazem a história do rádio em Itororó.

 Miro Marques,

Meu caro Carlos Maciel, aconteceram muitas mudanças da programação daquele tempo, para a de hoje?

Carlos Maciel:

Muitas mudanças ocorreram desde a sua inauguração, lá nos anos 90 e, de todos esses, apenas o Raízes Sertanejas, Itapuy Sucesso, Itapuy Notícias  e o Show da Tarde, permanecem, ou seja, completam os 22 anos da Emissora  no dia 1º de dezembro de 2017.

Acredito que eles sejam os programas mais antigos do rádio regional que permanecem com a mesma veia de sucesso.

Mirto Marques,

Insigne diretor, diz pra mim, como se sente dirigindo uma emissora FM de destaque regional?

Fazer parte dessa história me deixa um pouco lisonjeado, mas, claro que agradeço, imensamente, aos muitos colegas, não citarei ninguém, para que não haja esquecimento de outros que orgulham o rádio itororoense. Ninguém faz nada sozinho e a colaboração de cada um deles, faz parte de um todo.

Mas o inicio de uma emissora não se dá apenas com os locutores e o equipamento de ponta, por trás de tudo isso existe uma programação. Ela sim, juntamente com os colaboradores, vai criar uma cumplicidade com os ouvintes através da grade de programação e a atuação recíproca de seus comunicadores.

Miro Marques,

Ilustre radialista Maciel, houve alguma mudança em termos de equipamentos e de  alcance desta emissora, ao longo dos seus 22 anos de atividades?

Carlos Maciel:

Sim, houve grandes mudanças, passamos de transmissor valvulado, que ocupava um espaço maior e estamos hoje com um novo transmissor com alta tecnologia, mesmo sendo menor em tamanho, reune tudo que queremos. Aparentemente percebemos que no passado “íamos” mais longe. Mas continuamos a ser uma rádio regional. Quanto aos aparelhos internos e falando de música, antes era a partir de Long Plays – o antigo bolachão, um disco grande em cores e até transparente, o mais comum, dentre eles, era o de cor preta, e lembrando que continuam a ser fabricados,  CDs, MDs – que considerei a evolução da fita cassete – mas. foi logo superado e  hoje, com o computador,  arquivamos milhares de músicas no formato MP3, que com apenas um click e em poucos segundos lançamos o sucesso para o nosso ouvinte…

Obrigado a você Maciel…

 

 


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