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Itororó

Antônio Freitas Júnior: “o amor ao campo torna o produtor grande”

G1

Amante do campo, presidente do sindicato rural e proprietário de uma fazenda dedicada à pecuária de corte em Itororó, o baiano Antônio Freitas Júnior não titubeia quando perguntado sobre as alegrias que permeiam sua existência. “Dois orgulhos que eu tenho na vida: de ser nordestino e de ser um produtor rural’.

Apesar da declaração de amor e dos 35 anos à frente da propriedade da família, esse nem sempre foi o plano A. É verdade que Júnior ajudava o pai no trabalho na propriedade e em outros comércios que a família tinha desde muito cedo, mas os estudos tinham preferência. Aos 13 anos, em busca de uma educação melhor, foi enviado para morar sozinho em um pensionato em Salvador.

“Meu pai, meu saudoso pai, era um comerciante, tinha lojas em Itapetinga de confecções e calçados e adquiriu uma propriedade. Era uma propriedade numa região não tão boa quanto a nossa e tudo que eu tentei fazer, o que eu estudei e o que eu me formei, foi justamente para um dia poder ajudar o meu pai. E assim fiz a faculdade de economia”, conta. Os planos mudaram, por necessidade, de uma hora para a outra. Júnior lembra da data como se fosse hoje.

“Em 19 de agosto de 1987, nós tivemos o infortúnio de perder o nosso pai, nossa mãe e uma tia em um acidente. Foi algo assim muito traumático para vida da gente. E por força da necessidade, eu nessa época já morava só em Itapetinga, meus dois irmãos em Salvador, eu tive que forçosamente tomar conta disso aqui”, diz. “Uma das coisas fundamentais nisso tudo é a nossa fé. A nossa fé, tanto minha como dos meus irmãos, e a tenacidade de acreditar. Nós acreditamos nesse Deus e é por isso que nós estamos aqui até hoje”.

Sem fugir da responsabilidade e com muitas dificuldades, Júnior passou a se dedicar aos negócios. O irmão Cláudio, engenheiro, é seu sócio até hoje. Embora a produtividade ainda seja pequena quando comparada aos grandes produtores de outras regiões do Brasil, os sonhos são grandes.

“Temos aqui cerca de 200 cabeças, mas a pretensão é dividir em piquetes rotacionados para otimizar essa produção. O nosso objetivo é mudar tudo o que, até então, nós trabalhávamos. Geralmente comprávamos um animal com 7 arrobas e demorava um ano para soltá-lo com 12. Com essas divisões que estamos acabando de fazer, com água encanada e tudo, a pretensão é aumentar a produção em 10 arrobas ano por animal. Nós também vamos, basicamente, duplicar na nossa área a quantidade de animais”, diz o pecuarista.

“Essa propriedade vem paulatinamente melhorando, tanto na questão da produtividade como também em todas as questões de respeito ambiental, que também são muito importantes”, explica. “Hoje a nossa atividade requer que nós sejamos mais profissionais, e nisso também a gente tem que ter a questão do melhoramento genético, de uma boa alimentação, suplementos, uma boa mineralização. Tudo isso a gente fazendo são fatores que a gente melhora a produtividade.

Desta maneira, a busca constante por inovação e confiabilidade são dois aspectos que costumam pautar as escolhas de Júnior. “A tecnologia em nosso meio rural, no agronegócio, ela é de fundamental importância. Todos os carros do meu pai eram Chevrolet. Então nós temos uma coisa, um apego muito grande a essa marca. A Chevrolet para mim é a melhor marca que existe. Eu, nessa idade que eu tenho, já tenho alguns problemas de coluna. E as viagens que a gente faz em uma caminhonete dessa a gente chega no lugar tranquilo, sem nenhum problema”.

“Costumo definir a propriedade como um tripé. Não se faz pecuária, quer seja de corte ou leite, sem alimentação. Também não se faz pecuária hoje sem um melhoramento genético, e a terceira questão é o clima. E esse nós temos de graça, que a natureza nos deu”. Para quem já superou tantos desafios para chegar até aqui, motivação não falta. “Tudo o que é verdadeiramente grande nasce do amor, então o amor ao campo torna o produtor grande”. Nesse sentido, pelo menos, Antônio Freitas Júnior já é enorme.

•Nome: Antônio Freitas Júnior

•Cidade e estado: Itororó, Bahia

•Com o que trabalha no agro? Pecuária de corte

•Produtividade: 200 cabeças de gado/ano

Amante do campo, presidente do sindicato rural e proprietário de uma fazenda dedicada à pecuária de corte em Itororó, o baiano Antônio Freitas Júnior não titubeia quando perguntado sobre as alegrias que permeiam sua existência. “Dois orgulhos que eu tenho na vida: de ser nordestino e de ser um produtor rural’.

Apesar da declaração de amor e dos 35 anos à frente da propriedade da família, esse nem sempre foi o plano A. É verdade que Júnior ajudava o pai no trabalho na propriedade e em outros comércios que a família tinha desde muito cedo, mas os estudos tinham preferência. Aos 13 anos, em busca de uma educação melhor, foi enviado para morar sozinho em um pensionato em Salvador.

“Meu pai, meu saudoso pai, era um comerciante, tinha lojas em Itapetinga de confecções e calçados e adquiriu uma propriedade. Era uma propriedade numa região não tão boa quanto a nossa e tudo que eu tentei fazer, o que eu estudei e o que eu me formei, foi justamente para um dia poder ajudar o meu pai. E assim fiz a faculdade de economia”, conta. Os planos mudaram, por necessidade, de uma hora para a outra. Júnior lembra da data como se fosse hoje.

“Em 19 de agosto de 1987, nós tivemos o infortúnio de perder o nosso pai, nossa mãe e uma tia em um acidente. Foi algo assim muito traumático para vida da gente. E por força da necessidade, eu nessa época já morava só em Itapetinga, meus dois irmãos em Salvador, eu tive que forçosamente tomar conta disso aqui”, diz. “Uma das coisas fundamentais nisso tudo é a nossa fé. A nossa fé, tanto minha como dos meus irmãos, e a tenacidade de acreditar. Nós acreditamos nesse Deus e é por isso que nós estamos aqui até hoje”.

Sem fugir da responsabilidade e com muitas dificuldades, Júnior passou a se dedicar aos negócios. O irmão Cláudio, engenheiro, é seu sócio até hoje. Embora a produtividade ainda seja pequena quando comparada aos grandes produtores de outras regiões do Brasil, os sonhos são grandes.

“Temos aqui cerca de 200 cabeças, mas a pretensão é dividir em piquetes rotacionados para otimizar essa produção. O nosso objetivo é mudar tudo o que, até então, nós trabalhávamos. Geralmente comprávamos um animal com 7 arrobas e demorava um ano para soltá-lo com 12. Com essas divisões que estamos acabando de fazer, com água encanada e tudo, a pretensão é aumentar a produção em 10 arrobas ano por animal. Nós também vamos, basicamente, duplicar na nossa área a quantidade de animais”, diz o pecuarista.

“Essa propriedade vem paulatinamente melhorando, tanto na questão da produtividade como também em todas as questões de respeito ambiental, que também são muito importantes”, explica. “Hoje a nossa atividade requer que nós sejamos mais profissionais, e nisso também a gente tem que ter a questão do melhoramento genético, de uma boa alimentação, suplementos, uma boa mineralização. Tudo isso a gente fazendo são fatores que a gente melhora a produtividade.

Desta maneira, a busca constante por inovação e confiabilidade são dois aspectos que costumam pautar as escolhas de Júnior. “A tecnologia em nosso meio rural, no agronegócio, ela é de fundamental importância. Todos os carros do meu pai eram Chevrolet. Então nós temos uma coisa, um apego muito grande a essa marca. A Chevrolet para mim é a melhor marca que existe. Eu, nessa idade que eu tenho, já tenho alguns problemas de coluna. E as viagens que a gente faz em uma caminhonete dessa a gente chega no lugar tranquilo, sem nenhum problema”.

“Costumo definir a propriedade como um tripé. Não se faz pecuária, quer seja de corte ou leite, sem alimentação. Também não se faz pecuária hoje sem um melhoramento genético, e a terceira questão é o clima. E esse nós temos de graça, que a natureza nos deu”. Para quem já superou tantos desafios para chegar até aqui, motivação não falta. “Tudo o que é verdadeiramente grande nasce do amor, então o amor ao campo torna o produtor grande”. Nesse sentido, pelo menos, Antônio Freitas Júnior já é enorme.

•Nome: Antônio Freitas Júnior

•Cidade e estado: Itororó, Bahia

•Com o que trabalha no agro? Pecuária de corte

•Produtividade: 200 cabeças de gado/ano

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