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Será… por Marônio Cedro

Marônio Cedro

Será…

Em virtude de certas carências financeiras no lar, percebe-se a existência de solidariedades entre irmãos, porém, no mesmo vínculo familiar, pode ocorrer que outros sujeitos pratiquem ações egoístas. Para esses, merece citar o dito popular: farinha pouca, meu pirão primeiro.

Essa solidariedade proativa e o egocentrismo não se resumem apenas no âmbito familiar, pois também se materializam em diversos meios sociais, tais como: trabalho, religiosidade etc.

No intuito de mapear algumas variáveis sociais, cabe um questionamento introdutório acerca do Brasil: Após essa pandemia do COVID-19, será que vai prevalecer a cooperação ou o egocentrismo?

Tal questionamento não pode cair na objetividade. Nem fazer comparativos com outros países, haja vista que o Brasil possui as suas jabuticabas sociais. Situações exclusivas do nosso país. Eis aí o malfadado presidencialismo de coalizão que se encontra vinculado, dentre outras coisas, a mais de 30 partidos. Ao mesmo tempo, a cordialidade brasileira que está ancorada na bipolaridade oportunista de forjar as maquiagens entre o bem e o mal, metamorfoseando o que é negativo em positivo e vice-versa. Basta agradar ou não aos seus interesses fisiológicos.

Salvo raríssimas exceções no Brasil, os poderes: executivo, legislativo e judiciário continuam a fazer as indicações para os cargos baseados nas relações predatórias do público-privado. Mesmo que o ocupante do cargo tenha certa competência, essa fica em segundo ou até terceiro plano, tendo como carro-chefe os conchavos políticos. Em face das reduções orçamentárias financeiras advindas da pandemia, será que os líderes (in)formais desse poderes terão maior liberdade e vontade de dilatar a meritocracia ou continuará a prevalecer o fisiologismo do público com o privado?

Dadas as privações das necessidades básicas, imaginemos que seres humanos “medianos”, com uma certa previsibilidade de boas condutas, saibam de uma oportunidade de emprego ou um concurso. Será que ampliarão a vontade alicerçada na solidariedade de informar para as outras pessoas ou, como num desenvolvimento egocêntrico, ficarão com as informações apenas para si, pois, na ampliação das adversidades, o EU INDIVIDUALISTA vai falar mais alto, deixando de lado a personalidade de “boa conduta”?

No âmbito familiar, quem viveu e ainda vive, na solidariedade, será que continuará desse mesmo modo ou o egocentrismo embrionário dilatará ao ponto de concretizar o dito: farinha pouca, meu pirão primeiro?

Referente às questões religiosas, acredito que cada um deve viver a sua fé e profetizá-la sem ofender e nem impor o que pensa. Será que as pessoas irão viver mais a fé que profetiza ou, em face de novas realidades sociais, passarão a gestar e ampliar as comercializações religiosas que vão desde os estupros mentais até o topo piramidal dos ganhos financeiros escusos que envolvem líderes religiosos e os seus “fiéis” seguidores nas suas materializações hipócritas no que tange aos meios familiares e profissionais?

No campo da política institucionalizada e também do nosso cotidiano, será que as pessoas, que hoje criticam os “E Daí das desumanidades”, continuarão com essa postura ou engrossarão, de modo periférico ou central, as fileiras dessas perversidades biopsicossociais que marcam negativamente a sociedade brasileira e seus “feudos” sociais?

Como arremate final, cabe esse último questionamento: Será que fomos, somos e seremos cidadãos holísticos ou “cidadões teoricamente engajados, mas sem práxis social?

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