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Entre a fala e a ação: Marônio Cedro Mira

Marônio Cedro Mira

 

Na maioria das relações sociais, as pessoas buscam, de modo periférico ou central, impor o que pensam. Utilizam, para tal, “questionamentos-afirmativos”, chegando até a posturas imperativas: É desse jeito e pronto.

Diferente do “imperativo-autoritário”, a capacidade real das interações, que visam o convencimento baseado na autoanálise, não se encontram nas afirmações ancoradas no autoritarismo, mas sim na mediação de levar o outro aos questionamentos, às indagações. Eis aí o filósofo Sócrates que, através da maiêutica, gerava, nos seus interlocutores, a possibilidade de “parir” ideias.

Outro exemplo emblemático de diálogo efetivamente interativo foi e continua sendo Jesus Cristo. Como elucidações disso, merece citar as parábolas, dentre elas, as sementes jogadas no meio do caminho; a real solidariedade do samaritano e tantas outras. Sem esquecer da passagem da mulher “adúltera” e os preconceitos alicerçados no moralismo dos seus possíveis apedrejadores.

Infelizmente, pessoas, familiares, Estados desvirtuam os ensinamentos de Jesus, moldando-os de acordo aos seus interesses. Por outro lado, infinitos sujeitos vivenciaram e vivenciam os ensinamentos do Cristo nas dimensões: filosóficas, psicológicas, sociológicas, antropológicas e etc.

Após essas palavras introdutórias, gostaria de trazer à baila o então Presidente Jair Bolsonaro. Como fora dito que são os questionamentos que movem o mundo, deixo algumas interrogações acerca do “Cristão” Bolsonaro.

Se o Cristo foi contra o apedrejamento da “prostituta” e de qualquer violência psicológica e física, é correto ter como histórico nuclear de vida abater as pessoas e possuir como símbolo maior a arma?

Caso pergunte para parcela significativa dos Cristãos, possivelmente dirão que o seu livro de cabeceira é a Bíblia, mais especificamente, os Evangelhos que contém a vida de Jesus. Além disso, podem dizer alguma obra baseada nos ensinamentos do Mestre. No caso de Bolsonaro, o livro de cabeceira é a “Verdade Sufocada”, do Coronel: Carlos Alberto Brilhante Ustra: um dos maiores torturadores do Golpe Militar. Será que esse livro aterrorizante e desumano possui alguma relação com os ensinamentos humanitários do Cristo?

Cristo dialogava com todos, desde os seus discípulos até as altas autoridades. Já Bolsonaro usa do autoritarismo para que os outros fiquem quietos e sigam cegamente as suas “verdades personalistas egocêntricas”, mandando até jornalistas calarem a boca. Será que Cristo agia com essas arbitrariedades?

No quesito religiosidade, Jesus religou atitudes pautadas em Princípios Morais, os quais envolvem: sinceridade, honestidade e humanismo para com todos. Cristo não tolerava desvios desses ensinamentos, vivenciando-os na práxis. Isso poderia ser no seu lar, nos templos, nas praças ou com qualquer autoridade. Sobre isso, Bolsonaro faz do público o mesmo que no privado, haja vista que o seu Governo virou uma religiosidade; ou seja, uma religação de promiscuidade para proteger a si, seus amigos e seus filhos. Essa religiosidade, alicerçada em “Princípios Imorais”, possui alguma relação com os ensinamentos cristãos?

Diante desses questionamentos, merece essa última indagação: Jesus, onde é que nós vamos parar?

Um Comentário

  1. Bela reflexão, Marônio!! O questionamento final realmente merece nossa atenção e pode fazer toda diferença em nossas vidas!!! Pena que muitos acreditam apenas em troca de ofensas de lado A por defensoria de lado B. Não se atentaram para os reais prejuízos!!!👏👏👏

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