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Geral

CENTRO COMERCIAL AGOSTINHO COSTA SANTOS  1990

POR MIRO MARQUES

  

Não se tem notícia de outras feiras livres na região, mas em Itororó a primeira feira livre foi criada por incentivo do fundador João Alves de Andrade e a petulância do primeiro comerciante Silvino Gomes (Mestre Silvino), que se comprometeu de organizar tudo para sua realização no sábado, dia 26 de abril de 1928, no local que ficou conhecido como Praça 26 de abril, agora Castro Alves. Naquele dia o Mestre Silvino, mandou seu magarefe Pedro Joaquim de Souza (Pedro Zoião), matar um boi erado e desse produto nada sobrou.

Contava o Sr. José Ferreira que morreu aos 99 anos, morador da região da Altamira, que na primeira feira de Itororó ele trouxera, para vender, 2 sacos de feijão cafezinho, uma espécie de grãos escuros, mas não tanto quanto feijão preto, mas não conseguiu vender sequer um litro porque as pessoas, por não conhecer nada sobre a procedência dos grãos, arguiam que poderia ser um feijão venenoso. No fim da feira o Sr. João Alves de Andrade, passou comprando a sobra de todos os produtos, a título de incentivo, para que os feirantes pudessem voltar no sábado seguinte. E ouvindo a sua narrativa, também lhe comprou o dito feijão que, segundo ele, serviria para adicionar aos derivados do leite para engordar porcos na Fazenda Cabana da Ponte.

 O sucesso da feira foi acima das expectativas. E isto despertou a atenção dos fazendeiros de Itatinga, vilarejo fundado quase que paralelamente a Itapuí, a se estabelecerem como comerciantes no vizinho e próspero povoado.

 Em 1929 se instalaram em Itapuí, vindos de Itatinga, os irmãos: Elzevir, Alfredo e Edson Dutra com lojas de tecidos. Tercílio Moreira também explorou o mesmo ramo. Laudelino José dos Santos instalou açougue, tendo vendido posteriormente para Leonel Coelho. Firmo de tal se estabeleceu como latoeiro. Afonso de Andrade no ramo de padaria, Teódulo Almeida com farmácia, Antonio da Silva Braga como sapateiro e os Srs. Abílio Moreira e Joaquim Campos com comércios de cereais. (Histórias e Causos de Itapetinga 1998.- Judith Jabur di Moura).

 Nessa época já estavam instalados em Itapuí, nos ramos de secos e molhados, ferramentas e munições, os Srs: Silvino Gomes e José Joaquim de Oliveira. Esses atendiam, a contento, a demanda dos rurícolas, machadeiros e dos serradores que beneficiavam madeiras para o Sr. José Roque e também para a pequena população do povoado de Itapuí. (De Itapuí a Itororó 2001 – Miro Marques).

 Contam os mais velhos que dava gosto se ver as madames da praça, em dia de feira, nos períodos chuvosos tirarem do armário as suas roupas de inverno e os seus finos calçados, envolto as galochas que eram outro tipo de calçado feito de borracha macia que servia para envolver os seus chic’s sapatos para não se danificarem com o lamaçal. Esta era a maneira mais fácil que elas encontravam para amostrar as suas bonitas galochas guardadas de inverno a inverno.

 Outra coisa que chamava a atenção, e isso eu ainda acompanhei, era o uso dos lindos e bem engomados bornais expondo os nomes de cada produto que ali se acondicionariam como: Feijão, Farinha, Arroz, Café, Açúcar, Pão e outros produtos do uso doméstico que depois de selecionados, nas barracas da feira ou nos armazéns, eram colocados numa grande cesta de cipó Imbé raspado e trançado com uma grande alça, os boca-pius feitos de palhas de Ouricuri trançadas que os carregadores se orgulhavam em levá-las sobre os ombros à casa de madame fulano der tal, a fim de ganhar uma boa recompensa…

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