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Cultura

ALBA CORDÉLIA: UMA EDUCADORA POR COMPETÊNCIA.

POR MIRO MARQUES

 

Nascida em 24 11 1946, na cidade de Itororó-BA, Alba Cordélia Noronha de Oliveira, filha de Antonio Alves de Oliveira Sobrinho e Kardelina Noronha de Oliveira, vive desde sua infância na mesma casa, situada à Rua Duque de Caxias, hoje Travessa Kardelina Noronha de Oliveira. (Este nome foi aprovado pela Câmara Municipal de Itororó em homenagem póstuma a sua querida mamãe Kardelina que ali residiu até seus últimos dias de vida).

Menina recatada e estudiosa, iniciou o Curso Primário em escola pública da sua cidade natal, tendo como professoras: Carmelita, Letícia e Aurora.

Perdera o pai cedo e com sua falta, dobraram-se os cuidados e carinhos por parte de sua mãe, seus irmãos Kardená e Maria Helena que estudavam fora, e da irmã postiça Maria Dolores ou Lourinha que a fazia companhia já que sua mãe trabalhava como escrivã.

Por falta do ensino ginasial em sua cidade resolveu terminar o Primário em Itabuna. Lá concluiu também o Curso de Magistério no renomado Colégio Divina Providência e passou a morar no período letivo com a tia Kardelita, por quem devotava muito carinho, acolhendo-a posteriormente, em Itororó, até seus últimos dias na terra.

Na década de 60, Alba retornara a sua cidade formada em professora, portadora de atributos necessários a uma boa profissional em educação, somados às qualidades inerentes a sua personalidade; iniciou sua trajetória como educadora, precisamente em 1966, como regente no Grupo Escolar Getúlio Vargas.

Em 1968 foi removida, na mesma função, para a Escola Estadual Francisco Antonio de Brito onde permaneceu até 1976.

Na administração do então prefeito, Florisbeu Alves Moreira – 1971 a 1973, foi coordenadora do MOBRAL – Movimento Brasileiro de Alfabetização, somando esforços para diminuir o índice de analfabetos no Município.

Em 1977, foi designada como vice-diretora do Grupo Escolar Julieta Pontes Viana, onde serviu até 1980, época em que foi lotada no Centro Educacional de Itororó como regente e no turno noturno, respondia pela vice-direção do Grupo Escolar Carlos Santana, coordenando o projeto Educação Integrada até 1988.

A professora Alba Cordélia é Licenciada em Letras pela FESPI – Federação das Escolas Superiores de Ilhéus e Itabuna, hoje UESC – Universidade Estadual de Santa Cruz e isto fez com que aumentasse o seu fascínio pela Literatura, levando-a a escrever alguns poemas.

Em 1990 volta ao Colégio Estadual Getúlio Vargas como diretora, permanecendo no cargo até 1991 quando passou a ocupar a função de Coordenadora Municipal de Educação até 2004.

Idealista, sempre sorridente e otimista, Alba Cordélia, desenvolveu seu trabalho, quer como regente ou como liderança, de maneira responsável, ética e solidária acreditando no ser humano e na ação transformadora da educação.

Na vida pessoal, a dedicada senhora Alba, realizou-se como esposa e mãe ao lado de Antonio Edson, seu esposo e dos filhos: André, Luis e Gabriela, verdadeiros presentes de Deus. Hoje, aposentada por tempo de contribuição, continua vivendo em Itororó, cercada de amigos, com as mesmas características que marcaram seu apostolado na educação, dedicando seu tempo à família, viagens e deleitando-se com as grandes obras que lê cotidianamente, pois tem o salutar gosto pela leitura, hábito aguçado que a mantém em crescimento cultural e em sintonia com o mundo, além do aprofundamento dos princípios espíritas dos quais é seguidora. E isto a faz cada vez mais iluminada, acreditando sempre no ser humano e no planeta terra como celeiro do BEM. Num desses memoráveis dias de belas introspectivas e reflexões, transcorria o 40º aniversário de emancipação política da terra que lhe viu chegar ao mundo, quando esta ilustre filha quis lhe prestar uma singela homenagem e utilizando-se dos seus magníficos dons escreveu-lhe um poema a que deu o título de “Minha Itororó”, que vai aqui transcrito na íntegra:

Completas 40 anos. Já não é mais menina-moça, acalentada por sonhos coloridos. Hoje já te encontras amadurecida, amadurecida para que possas analisar o que nós, teus filhos, fizemos por ti. Te vimos nascer politicamente. Acompanhamos teus passos trôpegos, incertos, duvidosos, mas cheios de esperanças. E a partir de tua emancipação, sempre encontraste guias. Incertos? Não sabemos; que a história o diga. Pois, a nós não cabe apontar quem te amou, te louvou, quem te explorou. Cabe-nos tão somente declarar nosso amor; nós filhos legítimos que sempre produzimos, que nunca te aviltamos, nós, Itororó, te amamos com cérebro, coração e alma, te amamos e desejamos mais progresso, mais humanização e mais respeito por ti. Que o teu atual representante saiba reconhecer os teus desejos de mulher madura e faça por ti aquilo que tu esperas”.

Itororó, ameno outono de 1998, da tua filha Alba Cordélia…

Um Comentário

  1. Alba, ensinou-me muito mais que regras complicadas de um texto. Sou eternamente grato ao criador, por ter sido um dia, aluno dela. Externo meu agradecimento pelo oficio que ela escolheu . Ser professora é ter o nobre ofício de exercer a arte de ensinar.. Lembro da tenra infância, os primeiros passos, ela, incutiu em todos nós , seus ex-alunos, o gosto pela leitura. Itororo deveria erguer um busto na entrada da Cidade, a nobre e grandessíssima Professora. . Gratidão, por ter me ensinado tantas coisas e por ter sido tao importante na minha formação como cidadão. Nossa relação é perpetua, pois, haveremos de nos encontrar muitas vezes mais, para que vc possa passar sua sabedoria e experiência, mesmo que isso nao possa mais acontecer em uma sala de aula. , Miro, mais uma vez, Parabéns em homenagear uma ÍCONE da educação em nosso Municipio. Imperioso se faz, render minhas sinceras e módicas a grande figura humana e Professora Alba.

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