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Itororó

FÓRUM DAS ÁGUAS APONTA ESPERANÇAS DE QUE CRISE HÍDRICA SERÁ RESOLVIDA

por Milton Marinho

 

Autoridades reunidas na Câmara de Vereadores do município, debateram amplamente sobre o crônico problema ambiental que cerca o município, de modo a gerar crises no abastecimento de água para a população.

Os promotores do encontro e os participantes dissertaram sobre o assunto com a propriedade de quem tem as soluções ao alcance das mãos, faltando somente a vontade política dos setores em colocar a mão na massa e dar um cheque mate na questão.

Bem informado, o professor Alan, (CETEP) deu uma aula do que é essencial para que os parceiros, -governo e sociedade-  onde o custo benefício pode ser zero, enquanto Adauto, propõe a criação de um fundo para arrecadar dinheiro para o custeio de recuperação das nascentes e manutenção das matas ciliares, ao invés de, em regime de urgência urgentíssima constituir uma força tarefa com funcionários do SAAE e sua Secretaria de Meio Ambiente, para operar, para ontem, em todas as fazendas do município,  mapeando e notificando fazendeiros que não zelam pelos nossos rios e nascentes.

Todos foram firmes em apontar que o grande vilão é o dono de fazenda que não adquiriu a consciência ambiental essencial para a preservação de nossos rios.

Foi dito por quase todos, que o Fórum fosse uma obrigatoriedade permanente para buscas de soluções definitivas. A permanência do Fórum pode significar a permanência da crise; o que dá a entender que a Força Tarefa, para ontem, tende a esperar por mais conversa sobre o assunto, protelando cada vez as ações que já deveriam terem sido ativadas há décadas.

Fora as questões e a burocratização da reunião, o jovem Evilásio de Rio do Meio incendiou o debate cobrando qualidade da água servida no distrito.

O ex-gerente bancário e fazendeiro Gutemberg disse que avisou ao governo, especialmente ao diretor Virgínio, que a barragem do Rio do Meio não daria certo, mas que o governo insistiu. Avisou que sem combater os males que residiam nos agricultores que construíam pequenas barragens nos pequenos leitos, limitando e cerceando a chegada e o fluxo das águas de suas nascentes. O governo não lhe deu ouvidos.

Cessa Fogo, ativista das redes sociais e funcionário do governo, colocou o diretor do SAAE, numa saia justa incomum, prova de que não existe afinação política entre seus membros. Cessa fogo perguntou ao diretor do Saae sobre o motivo dá água do distrito do Rio do Meio se encontrar tão maltratada.

Virgínio, respondeu que a água de Rio do Meio é de qualidade. Resposta insatisfatória para a bancada do distrito que se fez presente, e que reclamou muito.

Na realidade, a articulação de Virgínio para a realização do Fórum, serviu como desafogo da situação que botava o Saae nas cordas, além de lhe dar um refresco, já que sua imagem no cargo está muito arranhada perante o povo do Rio do Meio, que não lhe engole mais.

Saímos de lá com a sensação de dever quase cumprido.

Depois dos teoremas expostos, aguardemos as ações.

6 Comentários

  1. Olá, povo de Rio do meio, Itati, Itororó e toda zona rural.
    Bom dia ….
    Isso que vimos ontem ali na câmera foi a mais pura das mazelas desse diretor Virgínio.
    A incompetência e tamanha que na realidade, nem mesmo ele sabe por onde começar.
    Mas também não podemos colocar a culpa só nele, pois um dos maiores causadores da situação que se encontra hoje em Itororó e a de um ex prefeito chamado Edineu, o cara acabou com as nascentes da região, pois as maiores nascentes eram em fazendas de propriedade do mesmo.
    Agora cadê o órgão fiscalizador do meio ambiente, que na época era Zinho de reizinho, pq o ex não foi enquadrado por esse desmatamento tão grande que fez na região, fora a do garimpo que nos pertence do Dr. Djalma um dos proprietários chamado Vino, consegui desmatar tudo e acabar com várias nascentes.
    Então meu povo não adianta fórum, reunião, e tantas outras coisas que se querem chamar se não houver uma punição, uma fiscalização da parte do meio ambiente para punir severamente os donos da propriedade, isso e fato.
    Mas aí cadê o incompetente do secretária do meio ambiente atual, aí ficamos sem saber se a maior incompetência e desse cidadão que está a frente dessa secretária ou se e do prefeito Adauto, que na minha opinião, andam juntas a incompetência.
    Mas espero que as autoridades competentes tomem atitude em relação a nossa água, como falai , primeiro responsável são os próprios fazendeiros da região.
    Inclusive tem um exemplo bom aqui na região, que e a do nosso ilustre, pessoa da maior competência que o prefeito deveria ouvir que e Adelmo de pequeno Cardoso, ele faz um trabalho a exemplar na fazenda dele que fica ali acima do macuco, Virgínio deveria ir aprender um pouco com ele.
    Esse e um debate de sumia importância, mas temos que partir de pessoas com um conhecimento, como Adelmo que citei, não um incompetente como Virgínio.

    1. Elias,
      É gratificante que, em seu comentário sobre o Fórum das Águas, a nós tenha sido reservada menção elogiosa. Evidência de que a maneira como buscamos nos relacionar com o ambiente em nossa propriedade, na Zona do Ribeirão do Macuco, São José do Colônia, Itambé (em termos práticos, em Itororó) está correta, o que mais nos incentiva a manter o rumo escolhido.
      Preciso esclarecer, contudo, que, até pela exiguidade de nossos recursos, fazemos menos do que gostaríamos e priorizamos evitar novas agressões ambientais. Dessa forma, a própria Natureza se encarrega da regeneração ambiental (de fato, basta que a gente não atrapalhe que muita recuperação já acontece).
      De nossa parte, adotamos medidas simples mais necessárias, como não trabalhar com fogo, nem permitir o acesso de animais de serviço ou de criatório a cursos d’água e a nascentes, às quais mesmo o acesso humano, quando há, é com restrições.
      É o que, por hora, nossas condições permitem. Mas outras iniciativas vêm sendo conduzidas na área rural de Itororó, com destaque para o pessoal do Cetep, à frente o professor Alan, de que tenho notícias de já alcançados resultados práticos e plenas condições de, pelo envolvimento de alunos e professores, alcançar e envolver também os demais setores da sociedade, afinal, maior interessada na recuperação da oferta de água no município e vizinhanças. Essas iniciativas precisam ser apoiadas e replicadas.
      Há também outros particulares, produtores rurais, que se volutarizaram e anteciparam por si mesmos medidas no mesmo sentido.
      A Câmara, a Prefeitura e a autarquia Saae, a meu ver, ainda sem a necessária coordenação, também se manifestam nesse sentido. Isso é benvindo, desde que como projeto da administração pública e não somente do ocupante de algum cargo. E deveria implicar ações de esclarecimento e de convencimento dos produtores rurais, ou até, onde haja descabida resistência, pressão do Poder Público para assegurar o interesse coletivo.
      Claro que nenhum esforço servirá para nada se for solitário, se não houver a conscientização e o envolvimento da sociedade, que, afinal, como já posto, é a grande interessada na olena recuperação da disponibilidade de água.

      1. O “Mestre” Adelmo, vem se destacando com comentários pertinentes, tanto neste blog, como em varios outros de destaque nacional, como no 247Brasil, orgulhando-nos, por suas atitudes sempre firmes e eloquentes; a aprendizagem é um processo individual, mas ela se torna mais interessante quando temos como nosso guia alguém que sabe como ensinar e expressar de forma didatica. Dizia salvo melhor juizo, Padre Jose de Anchieta: ” As palavras convencem, porem, o exemplo, arrasta. Continue demonstrando essa capacidade única de consciência ambiental, sairemos todos vitoriosos. Sua postura é um exemplo digno de ser imitado por todos nós. Parabéns pela missiva esclarecedora

  2. Construir pode ser a tarefa lenta e difícil de anos. Destruir pode ser o ato impulsivo de um único dia.
    Isso vem sendo feito, a muito tempo, pelo saae, que sempre vendeu agua, mais nuca cuidou das nossa macentes.

  3. Não vamos transformar um fórum de discussão ambiental em plataformas políticas, a finalidade é repensar a forma como os recursos naturais foram utilizados por todos até aqui e tentarmos ,juntos , apresentar soluções pontuais que tragam uma recuperação. Ninguém se importa com a preservação do ambiente quando se levanta do trono ,quando lava o rosto ,e deixa a torneira aberta, quando escova os dentes e continua com tal prática, quando lavam os carros nas calçadas e deixam a água, já difícil, correr sem nenhuma preocupação. Pra começar precisamo nos portar como cidadãos honestos , e nao apontar o dedo pro vizinho. Todos nós temos errado muito , a natureza está cobrando a fatura . Agora quanto aos nossos dirigentes , todos eles foram e tem sido negligentes com a situação, só lembrando o pt na pessoa de Adroaldo não recuperou una única nascente, é foi um bom prefeito! Portanto não é palanque político, é questão de sobrevivência de região.

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