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MORRE NO BANDEIRA AOS 78 ANOS O EX-VEREADOR ZÉ BAIXINHO

PERFIL DE SUA VIDA E HISTÓRIA POLÍTICA RELATADA PELO HISTORIADOR MIRO MARQUES

 

O relato biográfico que ora se inicia, se remonta ao ano de 1940, e se passou na querência de Riacho das Pedras, alto sertão de Jequié – Bahia, quando do casal Manoel Teodoro dos Santos e Maria Honória de Jesus, nasceu uma criança do sexo masculino que receberia na pia batismal o nome de José e mais tarde tendo assento no Cartório do Registro das Pessoas Naturais com o sobrenome Honório dos Santos.

José tinha oito ou nove anos de idade, mais ou menos, quando seus pais resolveram comprar uma pequena área de terras na região de Água Fria, adjacências de Nova Canaã e por ali José foi crescendo e pela sua pequena estatura, logo ganhou o apelido que seguiria seu destino por toda vida, Zé Baixinho. Mas desde desta época que, aquele garoto conversador, já falava em política, se metendo no papo dos adultos, opinando que fulano deveria ganhar as eleições quando esse era o assunto em pauta. Quando foi engrossando o cangote, já rapazinho, Zé Baixinho resolve vender uns bezerrinhos que tinha e instalar um negocinho na zona rural e se deu muito bem nesse ramo.

O Zé não gostava de ficar parado, coisa própria de jovem irrequieto e laborioso. Aproveitava os fins de semana para dar um giro pela redondeza montado a cavalo e numa das suas andanças conhece, na região de Bambus, no município de Ibicuí, a Senhorita Edite Marinho da Silva por quem se apaixona e logo pede a sua mão em casamento, o que foi imediatamente concedida pelos pais da moça. O enlace matrimonial, no entanto, vai acontecer na Igreja Matriz de Santo Antonio de Ibicuí – Bahia.

Agora como um novo chefe de família, Zé Baixinho transfere seu comércio para a localidade de Bambus e ali permanece por mais um bom tempo, quando no final dos anos 60, resolve transferir residência para a vizinha cidade de Firmino Alves onde, por ironia do destina, lhe abrem as portas para a política que o Baixinho tanto discutia quando criança. A convite do amigo João Céo participa pela vez primeira de uma campanha política como candidato a vereador e se elege parlamentar municipal e pelo seu bom desempenho na Câmara dos vereadores, consegue sua reeleição no legislativo firminalvense.

Em 1972, o Baixinho se empolgou e se lançou candidato a prefeito de Firmino Alves, porém, seus adversários lutaram e conseguiram derrubá-lo na convenção, queimando o Zé sonhador na política local. Revoltado e desiludido, Zé Baixinho, junta a mulher e os filhos e resolve morar em Itororó onde, de cara, manifesta seu apoio político ao candidato José Meneses Lima vencedor das eleições municipais de 1972 e fica “manjado” por Zeca Pinto o perdedor daquele pleito que seria vencedor nas eleições seguintes. Com a vitória de Zeca Pinto começa a perseguição ao Baixinho, iniciando pela desapropriação de algumas casas que ele construiu na região central da cidade, inclusive sua própria residência. Zé Baixinho, Dona Edite e filhos se mudam outra vez por perseguição política, mas agora para a vila de Bandeira do Colônia e ali o Baixinho instala uma pequena serraria e passa a viver sossegado com sua família. Mas o sangue político corria latente em suas veias.

Em 1988, disputa a eleição de vereador pelo grupo de José Marcos Gusmão, não conseguindo se eleger.

Em 1992, resolve encarar novamente as eleições de vereador fazendo parte do grupo de José Otavio Curvelo e aí sim, se elegeu vereador de Itapetinga, representando a vila de Bandeira do Colônia, embora tenha sido vencedor a prefeito, o seu adversário Michel Hagge Filho.

Em 1996 é reeleito vereador e após cumprir seu mandato abandonou a causa público e lançou seu filho José Carlos Marinho dos Santos que também se elegeu vereador pela vila de Bandeira do Colônia município de Itapetinga.

Em 2000, não mais fazia parte da política ativa de Itapetinga, quando foi acometido de um AVC que lhe tiraria a alegria de viver em sociedade. Fora de cena, passou a ocupar espaço numa cadeira de rodas que lhe levaria para a cama e da cama para a sala e, ou ainda, para a área para ver o movimento da rua. Agora, prostrado definitivamente na cama, só se movimenta pelas mãos da esposa ou dos filhos, recebendo algumas visitas eleitoreiras de quatro em quatro anos…

A sua atuação como vereador lhe garantiu aprovação dos seguintes projetos de lei: A construção, em parceria com CAR, da Ponte Heraldo Rocha ligando Bandeira do Colônia a Itororó; vestiário do Estádio Edgar Brito; criação do  Bairro Vida Nova e a construção e manutenção da pocilga Comunitária…

José Honório dos Santos tivera com Dona Edite exatamente dez filhos: José Filho, José Carlos, José Vanderlei, Wanderléa, Vanusa, Maria Cláudia e Cláudia Maria que nasceram gêmeas, Vanilda, Manoel e Cosme. E de um pulo em falso que dera na vida, nasceu Manoel Egídio…

Esta é a genealogia de José Honório dos Santos e o registro histórico de homem público que não cursou nenhum grau de escolaridade, mal aprendeu fazer o seu nome, mas na escola da vida aprendeu o suficiente para viver, dignamente, a sua cidadania e deixar de legado para os seus filhos, netos e bisnetos, uma belíssima história de vida.

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