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Itororó

CANETADA DO GOVERNO DO ESTADO IMPÕE MIGRAÇÃO DO FRANCISCO PARA O CETEP

 

 

 

Milton Marinho

 

Por mais que a nossa comunidade tenha comparecido para o debate sobre o fechamento do decano Colégio Francisco de Brito, que, dentro da visão do secretário Walter Pinheiro, assim como demais colégios do estado causam prejuízos para o estado e para o ensino fundamental de seus alunos, daí, como resposta, mesmo que sem a observância de um debate mais amplo, com quem poderia fazer o contraditório, a sociedade representada, o certo é que, pelo que eu ouvi na noite desta quinta-feira, que o martelo já foi batido e, por mais que tenhamos uma discussão a respeito, para o Colégio Francisco e seus interlocutores, na figura do ponderado e equilibrado diretor, do professor Alan, seu afinado e esperançoso mediador da reunião, por sinal, me surpreendeu com a fineza com que tratou o assunto, porém, ao relatar que o nome do colégio já não constava mais do sistema, em detrimento de uma política de estado que norteia o governo desde o início: cortar gastos. Assim, estamos nós com a situação do colégio como um caminho sem volta.

Mediante as palavras dos agentes que ali discorreram, torço para que o estado não tenha tido razões erradas para caminhar nessa direção, assim como torço para que, imediatamente convença a sociedade do passo dado; que o estado explique as razões da fusão e do projeto que essa ave migratória, o colégio, depois de tantos anos em seu ninho, resolveu, a contra gosto da sociedade, bater suas asas para outras plagas.

A MEDIDA MELHORARÁ DE FATO O NOSSO ENSINO?

O governador, por muito menos tem fechado órgãos que ele considerou trazer prejuízos para o estado, portanto, para os que acham que com as medidas tomadas ele rasga a constituição fazendo um arrastão de fechamentos de escolas estaduais, poder-se-ia também entender que o governo, com as mesmas medidas escreve outra carta constitucional com o entendimento próprio de quem quer enxugar a máquina estatal no objetivo de eliminar “penduricalhos” no estado que não dão retorno para a sociedade. Porém, se a medida for melhorar o conjunto da situação do colégio, por que não? Entretanto, só saberemos se expusermos o assunto à luz das razões corretas, balizadas pelo bom senso que é o que deveria as partes discutirem a questão. Mas é preciso que tenha o debate.

SOB QUE ALEGAÇÃO O GOVERNO DO ESTADO PROPÔS A MIGRAÇÃO DO FRANCISCO PARA O CETEP? POUCO OU QUASE NADA SE SABE O MOTIVO.

Nessa linha divisória, entre os que defendem, (o estado), e os que são contra a fusão com o CETEP, reside uma pergunta acima para que cheguemos a uma conclusão e sua clareza.

Quem ganha com o fechamento ou fusão da escola? O tal enxugamento da máquina estatal é um prerrogativa do pensamento neoliberal dos tucanos que visa desamparar os mais pobres em detrimento dos mais ricos, entretanto, era preciso que o assunto fosse amplamente discutido, o que não foi.

Se o governo não enxergar uma solução plausível, não servirá ele para ser nosso governo e a solução mais equilibrada é assegurar que a mudança não traga danos para o conjunto de pessoas afetadas pela decisão do secretário e do governador Rui Costa. A ele cabe trazer uma resposta, de preferência, que sua proposta compense a mudança.

Baseado no fechamento de outros órgãos que causavam prejuízos ao estado, como EBAL, DIREC, DIRES, etc. O fechamento do Francisco é fato consumado, um caminho sem volta, resta aos afetados pelas medidas do secretário Walter Pinheiro e do governador Rui, que se discuta agora o que fazer com a enrascada dessa operação. Goela abaixo, não.

Rui poderá amargar nas urnas o resultado dessa imposição, de modo que, a melhor maneira dele reconhecer o valor de uma comunidade reside nelas. O melhor lugar para enfrentar governos que não dialoga com a sociedade. Já temos um exemplar clássico dentre nós, o prefeito Adauto.

O professor Clecione, ligeiramente abordou uma situação que deverá ter sido o motivo em que o governo estadual encontrou para fechar colégios do mesmo porte em todo estado. Clecione questionou a falta dos principais interessados – que são os estudantes na reunião – colhi a seguinte informação que o numero de matrículas que passa de 500 alunos, ao cabo do ano letivo o número estaria reduzido a menos de 100, número contestado por seus dirigentes. Porém, o governo não contou conversa e passou o rodo no Francisco sem debater o problema, se este fora o problema.

O modo neoliberal da ação nos leva a crer que o governo Rui, simplesmente usou de suas prerrogativas para atingir uma comunidade sem querer nem saber que tinha pessoas de sua raça – humana- residindo nela.

Para tomar tal atitude, o governo diagnosticou que o colégio dá prejuízo, de modo que, dentro de sua filosofia de contenção de despesas, ele não titubeou em aceitar a decisão de seu secretário: fechar o colégio e migrá-lo para o CETEP. Assim, sem mais nem menos. Isso é ditadura.

Pelo DNA do governador a comunidade do Francisco de Brito está diante de uma decisão irrevogável do governo, restando-lhe a luta para tal desrespeito. O caminho sem volta do Francisco, proposto por uma secretaria de estado deixa uma comunidade revoltada, e não é para menos.

É hora de debater o que fazer com as pessoas afetadas para acomodá-las sem perdas do ponto de vista das garantias já existentes e, principalmente, os alunos, vítimas das medidas, que, se bem debatida as questões, respeitando e se fazendo respeitar com todos os agentes sociais de comando, para melhor acomodá-los na única alternativa até o momento.

Quanto ao deputado Rosemberg que, corajosamente fez o discurso contra o secretário, pessoas que gostam gostariam de hipotecar responsabilidade a ele, para que ele seja o bastião de luta para que o governo desista da medida ainda reservam expectativas, Rosemberg pode ter comprado uma briga institucional com as declarações que deu, de modo que uma crise poderá se instalar no Palácio de Ondina, ás véspera de uma eleição em que o governador parece não olhar para o advento do exercício democrático das urnas, mesmo assim de nada adiantará. Rosemberg será voto vencido, assim como o meu e de todos que não gostariam de ver o Francisco fechado dessa forma, com uma canetada, à moda dos coronéis. Rui já está convencido por Pinheiro do Fechamento do colégio. Está provado por mais de uma vez que, depois de tomada a decisão, com o gesto antidemocrático do governo, ele não voltará atrás.

 

 

5 Comentários

  1. Acho correta a atitude do Governador. Os dois Colégios pertencem ao Estado, estão no mesmo lugar (frente à frente) e no mesmo patamar intelectual. O Francisco serve como cabide de emprego. É hora de economizar.

  2. A culpa dessa situação é do Deputado Rosemberg Pinto, esse que tem toda força no governo e nada faz por Itororó.
    Comprou a rádio para ser sua parceria na missão de continuar enganando o povo de Itororó, agora é mentira em atacado.
    Lamentável a situação de Itororó!

  3. Infelizmente, o nossa história não munda ao longo anos nesse sistema “democrático”, é do conhecimento de todos que a política do nosso prefere valorizar os cursos técnicos profissionalizantes para os jovens porque todos nós sabemos que o curso técnico não dar o aluno o conhecimento intelectual, nos deixando a cada dia mais alienados pela mídia, patrões e políticos de mal caráter como esse lixo temos em nosso país chamado Brasil, mas o que mais me deixa chocado e um governo de esquerda com PT fechar escolas de ensino médio e obrigar os jovens a fazerem cursos profissionalizantes sem opção escolha. Um abraço ao amigo Milton Marinho.

  4. O bom filho a casa torna, apenas voltou a sua origem, pq quando eu estudei no centro educacional de Itororó, era só um, depois que dividiu para colégio estadual Getúlio Vargas e Francisco Antônio de Brito.

  5. A PTralhada toda calada com as canetada do governo G de sabe lá o que. Fechos as DIRES e inventou a tal reGulação, fechou a EDBA, o DERBA, vai vender a cesta do povo. Vamos ver quais são os órgão que vão fechar daqui para frente!

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